Herve Renard, novo selecionador da Tunísia: "Não sou nenhum feiticeiro"

Hervé Renard em conferência de imprensa
Hervé Renard em conferência de imprensaReuters / Daniel Becerril

O novo selecionador da Tunísia, Hervé Renard, afirmou esta sexta-feira que só o trabalho árduo e a união poderão salvar a sua participação no Mundial-2026, acrescentando: "Não sou nenhum feiticeiro."

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O francês de 57 anos foi chamado de urgência esta semana, depois de Sabri Lamouchi ter sido despedido na sequência da derrota por 5-1 frente à Suécia, no domingo.

Lamouchi é o primeiro selecionador na história do Mundial a ser despedido após apenas um jogo.

O experiente Hervé Renard teve apenas três dias com a sua nova equipa e, no domingo, terá pela frente uma tarefa complicada diante de uma talentosa seleção do Japão em Monterrey, no México.

Hervé Renard ganhou a alcunha de "feiticeiro" ou "mágico" devido ao seu longo percurso de sucesso no futebol e ao seu conhecimento tático.

Foi ele o responsável pela vitória por 2-1 frente aos futuros campeões Argentina no Mundial-2022, quando era selecionador da Arábia Saudita.

Quando lhe foi dito que a situação da Tunísia exigia algo especial da sua parte, Renard respondeu: "Amanhã temos de fazer um jogo coletivo perfeito. Encontrei um grupo de mente aberta, determinado, com espírito, querem a sua vingança."

"No que diz respeito ao jogo de amanhã, a determinação é fundamental. É fácil falar. Ouvi dizer que me chamaram feiticeiro. Não sou nenhum feiticeiro. No futebol, há muito trabalho envolvido", acrescentou.

Ao contrário do pesadelo da Tunísia no arranque do torneio, o Japão mostrou a sua qualidade ao empatar 2-2 com os Países Baixos.

Hervé Renard, que recusou revelar pormenores sobre a forma como poderá alinhar a sua equipa, afirmou que "temos de voltar ao básico e aos fundamentos".

"Ser rigorosos, disciplinados, jogar como um só, como uma equipa coletiva", disse, num apelo à união.

"Esta é a nossa única força amanhã", concluiu.

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