Broos afirmou antes da fase final que se iria reformar, mas quando África do Sul perdeu frente aos coanfitriões Canadá nos 16 avos de final, a 28 de junho, já não tinha certezas e admitiu que poderia ser tentado a ficar.
Houve muita especulação sobre o que iria acontecer a seguir, mas uma decisão que o mantivesse como selecionador sempre pareceu improvável.
Especialmente porque a Federação Sul-Africana de Futebol confirmou que está a receber currículos para o cargo e até já apontou o antigo treinador Pitso Mosimane como possível regresso à função.
Numa entrevista concedida na sua Bélgica natal, Broos afirmou finalmente que não iria continuar no cargo, mas que poderia ajudar a equipa como consultor.
“Vou continuar como treinador, afinal? Não, é irreversível! Se precisarem de mim para outra coisa, talvez na observação: isso já é diferente. Mas o futebol já não vai fazer parte da minha vida 24 horas por dia", disse Broos ao voetbalnieuws.be.
“Já tive uma conversa com o presidente da Federação Sul-Africana de Futebol. Ele gostaria de me manter, mas noutra função, como conselheiro ou algo do género. Voltarei no final de julho para uma despedida final. Estou curioso para ver o que ele me vai propor".
Broos esteve no cargo durante cinco anos, tornando-se o selecionador com mais tempo à frente da equipa e qualificando a África do Sul para o seu primeiro Mundial em 16 anos.
“A minha mulher está contente por eu me ir embora, mas já me avisou: ‘Vê lá se não te metes no meu caminho!’ Supondo que tenha de estar na África do Sul algumas semanas de dois em dois meses: porque não? Melhor isso do que ser um estorvo em casa por não ter nada para fazer", acrescentou Broos.
Broos assumiu a equipa em maio de 2021 e foi amplamente considerado um sucesso, qualificando a equipa para duas finais consecutivas da Taça das Nações Africanas, onde conquistaram a medalha de bronze na edição de 2023.
Era popular entre os jogadores e agora o fundamental será perceber quem poderá dar seguimento ao trabalho que deixou, sendo Mosimane o favorito para um terceiro mandato no comando.
Foi treinador interino antes da chegada de Carlos Alberto Parreira em 2007 e assumiu o cargo após o Mundial de 2010.
No total, Mosimane liderou a seleção nacional em 23 jogos, vencendo nove, empatando dez e perdendo quatro. As suas equipas marcaram 17 golos e concederam apenas oito.
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