A participação do Irão no torneio, agendado entre 11 de junho e 19 de julho, permanece envolta em incerteza desde o início da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica.
"Ainda não foram emitidos vistos"
"Vamos ter uma reunião decisiva com a FIFA amanhã ou depois de amanhã. Precisamos de garantias, porque a questão dos vistos continua por resolver", afirmou o presidente da Federação, Mehdi Taj, citado pela agência IRNA.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reiterou que o Irão irá disputar os jogos do Mundial nos Estados Unidos, conforme estava previsto.
"Não recebemos qualquer informação da outra parte relativamente às pessoas que já obtiveram vistos. Os vistos ainda não foram emitidos", acrescentou Taj.
Teerão e Washington não mantêm relações diplomáticas desde 1980, na sequência da crise dos reféns na embaixada norte-americana.
"Não temos nada contra a América"
Segundo Taj, os jogadores têm de viajar até à capital da Turquia, Ancara, para recolha das impressões digitais no âmbito do processo de obtenção do visto.
"Não temos nada contra a América. Garantimos a qualificação para o Mundial e cabe à FIFA organizá-lo", afirmou.
O Irão realizou na quarta-feira uma cerimónia de despedida para a sua seleção nacional de futebol, antes da partida para o Mundial-2026, que será organizado em conjunto pelos Estados Unidos, México e Canadá. A Team Melli, que ficará em estágio em Tucson (Arizona), vai defrontar a Nova Zelândia, a Bélgica e o Egito no Grupo G.
