Koundé antes do França-Espanha: "É o Dia Nacional, mas infelizmente também uma data de luto"

Jules Koundé falou aos jornalistas
Jules Koundé falou aos jornalistasFabio Russomando

"Sabemos jogar a controlar o jogo, mas também conseguimos recuar e sair rapidamente porque temos jogadores muito adaptados a este estilo de futebol", explicou Jules Koundé, em declarações aos jornalistas nos Estados Unidos.

Siga o França - Espanha no Flashscore

Para Jules Koundé, o França-Espanha é quase um dérbi. O jogador do Barcelona falou sobre o jogo e os seus perigos, ao responder às perguntas dos jornalistas.

- Quais são as principais diferenças entre a forma de jogar da Espanha e a da França?

- A força da Espanha sempre foi, acima de tudo, coletiva, com um futebol baseado na posse de bola. É um elemento fundamental do seu ADN: procuram sufocar o adversário, obrigá-lo a correr atrás da bola, provocar erros e explorar os espaços que surgem ao fazer circular o jogo de um lado ao outro do relvado. A França tem um estilo um pouco diferente, talvez mais focado nas transições, especialmente nesta fase. Também gostamos de ter a bola e amanhã vamos querer mantê-la para impedir que a Espanha se exprima totalmente. No entanto, historicamente, a posse não foi tão central no nosso jogo como é no deles.

- O que significa disputar uma meia-final a 14 de julho, dia da festa nacional francesa?

- É uma data muito importante para a França. É o Dia Nacional, mas nos últimos anos tornou-se também um dia de luto, sobretudo devido aos atentados em Nice. Os nossos pensamentos estão igualmente com as famílias das vítimas. Queremos deixar os franceses orgulhosos. Desde o início do Mundial, sentimos um apoio e entusiasmo enormes, o que nos toca bastante. Para além do simbolismo, continua a ser uma meia-final do Mundial, um acontecimento excecional e, só por si, uma enorme fonte de motivação. Esperamos que seja uma grande festa.

As palavras de Koundé
Fabio Russomando

- As declarações de Lamine Yamal foram vistas como falta de respeito?

- De todo. Conheço bem o Lamine e sei como pensa. Para mim, são apenas palavras que mostram a confiança que tem em si próprio e na sua equipa. Faz o mesmo no Barça. Não considero que seja falta de respeito, é antes uma motivação extra para ele.

- O discurso de Franck marcou-vos?

- Tocou-nos muito. Foi um discurso muito bonito, sincero, vindo do coração. Foi longamente aplaudido por todo o grupo. No entanto, a nossa coesão não é de agora. É algo que se construiu ao longo dos anos, nos estágios anteriores, já em 2022 e depois em 2024. É um grupo que convive bem e onde todos partilham a mesma mentalidade e o mesmo objetivo. É uma das nossas principais forças. No relvado, nota-se que temos prazer em jogar juntos, que corremos uns pelos outros e que fazemos sacrifícios pelos nossos colegas. Amanhã, teremos de continuar assim, ainda melhor, se quisermos chegar à final.

- Como é a relação entre Ousmane Dembélé e Kylian Mbappé?

- É uma relação quase de irmãos. Cresceram juntos no futebol e conhecem-se há muito tempo. Ambos trazem muita alegria ao grupo: brincam muito, são sempre positivos e ajudam a criar um excelente ambiente fora do relvado. No campo, são dois jogadores essenciais que fazem a diferença desde o início do Mundial. Esperamos que volte a ser assim amanhã.

- A solidez defensiva é um dos pontos fortes da França?

- Estamos a fazer um excelente trabalho, mas não é apenas graças aos defesas. É um trabalho coletivo que começa nos avançados, na forma como pressionamos e dificultamos a primeira saída e as linhas de passe do adversário. Ao longo do torneio, evoluímos muito neste aspeto. Quando o trabalho é bem feito à frente e no meio-campo, a defesa fica menos exposta. A dupla formada por Dayot Upamecano e William Saliba é muito complementar. Têm experiência ao mais alto nível, conhecem-se bem e já jogaram juntos em várias competições. O Dayot gosta mais de participar na saída de bola desde trás, enquanto o William é uma força tranquila, muito sólido. Joga até a aguentar dores. Juntos, formam uma dupla realmente fiável.

- Que tipo de jogo espera frente à Espanha?

- São duas equipas muito ofensivas, ambas habituadas a ter a bola. A Espanha tem historicamente um futebol de posse, mas também pode ser perigosa nas transições. Nós também estamos à vontade com a bola e sabemos jogar a controlar o jogo, mas conseguimos igualmente recuar e sair rapidamente porque temos jogadores muito adaptados a este estilo de futebol. Amanhã, teremos também de ter posse, porque não se pode deixar a bola à Espanha durante noventa minutos. Com o tempo, encontram espaços, fazem-te correr e esgotam-te. Por isso, será importante alternar bem entre o controlo e as transições.

Mundial-2026

O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.

Calendário e horários dos jogosO caminho de Portugal até à final | O calendário de Cabo Verde | O calendário do Brasil | Prognósticos e Odds