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O selecionador nacional do México, JavierAguirre, afirmou em conferência de imprensa que a sua equipa não se detém no que já fez, "mas sim no que vamos fazer", valorizando a mentalidade de um grupo que, garantiu, "tem muita fibra" e mostrou-se satisfeito por uma exibição contundente que deixou o país em êxtase pela terceira semana consecutiva.
Esta terça-feira à noite, México tornou-se o quinto anfitrião na história do Mundial a vencer os três primeiros jogos sem sofrer golos. Um feito que, para Aguirre, perde importância perante o contexto emocional que a sua equipa está a viver neste Mundial. "Neste tipo de torneio, as estatísticas vão ficando para trás. O que importa é o que vem a seguir", afirmou de forma categórica.
Um plantel diferente
El Vasco valorizou especialmente jovens como Gilberto Mora, Mateo Chávez e Obed Vargas, três jogadores que conquistaram um lugar de destaque no onze mexicano ao longo do Mundial. "São futebolistas muito bem preparados. Não têm medo de ter a bola. O palco não os assusta. Isso agrada-me porque é a nova geração, o nosso futuro, e temos uma boa base para o que vem a seguir", explicou o selecionador nacional.
No seu habitual tom jovial, Aguirre afirmou que os seus jogadores depararam-se com um 'avô' com quem brincam, mas que também lhes exige. Aos 67 anos, o selecionador nacional valorizou o passar do tempo: "Foram acreditando em mim e chegámos em boa altura a este Mundial. Existem obstáculos, mas tentamos superá-los todos juntos".
Insistiu que, agora, o futebolista mexicano tem uma mentalidade diferente nos seus jovens. "Cresceram sem complexos e desde pequenos acreditaram em si próprios. Não sei se é das redes sociais, do país em que cresceram. Não se deixam abater, não se deixam obcecar e divertem-se. Sou um privilegiado por estar com este grupo humano", garantiu.
El Vasco não escondeu a sua felicidade pelo carinho que a afición mexicana demonstrou a Guillermo Ochoa nos quase 20 minutos que jogou. "O seu sexto Mundial. É uma lenda mexicana", disse. Além disso, destacou Julián Quiñones e Álvaro Fidalgo, dois futebolistas "que decidiram representar o país (...) e a quem custou chegar onde estão. As suas histórias dão vontade de chorar. É muito emotivo a forma tão digna como jogam pelo México".

