Recorde as incidências da partida
Ao entrar na segunda parte, Neymar reviveu o peso da história e não escondeu o impacto sentimental de voltar a pisar os relvados num Mundial, o quarto da carreira.
"Passou um momento de gratidão a Deus por viver isso de novo. Foram longos dias longe da seleção brasileira. Eu estava há muito tempo fora, então é uma sensação diferente", disse Neymar aos jornalistas.
O camisola 10 não defendia o Brasil numa partida oficial desde 17 de outubro de 2023, na derrota por 2-0 com o Uruguai, no Estádio Centenário, em Montevidéu, nas Eliminatórias para o Mundial.
Nesse jogo, Neymar sofreu a grave lesão no joelho esquerdo (rutura do ligamento cruzado anterior e do menisco) ainda na primeira parte, e precisou de ser substituído. Foram anos de uma longa espera, lesões e um aguardado regresso à Vila Belmiro. Mas o tão esperado dia chegou.
"Estou muito feliz por conseguir voltar a jogar num Mundial e por defender a seleção após três anos. Quero agradecer a todo o povo brasileiro que torceu, incentivou e apoiou de alguma forma. Infelizmente não consegui atender a todos, mas fica aqui a minha gratidão pelo apoio. Agora é melhorar cada vez mais para ajudar a seleção novamente", destacou o jogador.
Filme na cabeça e a emoção em família
À beira do relvado, a ansiedade testou o coração do atacante antes mesmo poder regressar. Neymar revelou que a espera para entrar em campo serviu para que as lembranças da sua jornada de recuperação viessem à tona.
"Com certeza passou um filme na cabeça. Quando eu estava ali ao lado do quarto árbitro, a bola não saía, ia para o canto, e o mister não queria mexer naquele momento porque o canto era perigoso. Então ficou passando pela minha mente tudo o que enfrentei para que eu pudesse estar de volta. É um filme que passa muito rápido, mas estou muito feliz e contente", relembrou.
O choro preso na garganta durante os minutos em campo transbordou logo após o apito final, no reencontro com as pessoas que foram o seu alicerce no período mais difícil da sua carreira.
"Fiquei emocionado no final do jogo, quando estava com a minha família. Estavam todos a chorar e felizes. Foi uma mistura de sentimentos que faz tudo valer a pena", assumiu Neymar.
Titularidade a caminho?
Questionado sobre a sua condição física e o desejo de reassumir o protagonismo absoluto na equipa titular com mais minutos em campo nas próximas partidas, Neymar foi direto, passando a responsabilidade para Carlo Ancelotti. Mas a vontade do camisola 10 é conhecida.
"Isso depende do mister, ele é quem vai decidir. Eu estou preparado", destacou, deixando a estratégia nas mãos do técnico Carlo Ancelotti.
Com a qualificação assegurada, Ancelotti ganha o chamado "problema bom": encaixar o talento e a experiência do principal jogador da última década num ataque que vem brilhando com a juventude e a velocidade de Vini Jr.
