Recorde as incidências do encontro
O cartão vermelho por duplo amarelo a Enzo deu também à Argentina um recorde indesejado: ser o país com mais cartões vermelhos na história das finais dos Mundiais.
1990
Pedro Monzón (Argentina)
Estava em campo há apenas 20 minutos – tinha entrado para o lugar do central Oscar Ruggeri – quando uma entrada dura sobre o avançado alemão Jürgen Klinsmann lhe valeu o cartão vermelho.
Klinsmann era conhecido pela facilidade com que se atirava ao chão ao menor contacto, mas nem essa reputação salvou Monzón de entrar para a história como o primeiro homem expulso numa final.
Gustavo Dezotti (Argentina)
Enquanto Monzón digeria no balneário do Olímpico de Roma o facto de ter deixado a Albiceleste em inferioridade numérica, o seu companheiro Dezotti seguiu o mesmo caminho após ver o vermelho por uma ação antidesportiva sobre Kohler.
1998
Marcel Desailly (França)
Tal como Enzo, o defesa francês Desailly também foi expulso na final por duplo amarelo. Por sorte para os Bleus, no momento em que ficaram reduzidos a 10 jogadores, os anfitriões já venciam por 2-0 ao Brasil.
2006
Zinedine Zidane (França)
Provavelmente o cartão vermelho mais famoso da história do futebol, devido ao estatuto icónico do jogador, ao momento em que ocorreu e à ação que o motivou.
França e Itália estavam empatadas 1-1 e o jogo já tinha entrado no prolongamento quando os dois marcadores da final, Zidane e Materazzi, tiveram uma troca acalorada em que este último fez um comentário vulgar sobre a irmã do francês.
Zinedine respondeu com uma cabeçada ao defesa da Azzurra e, embora nem Horacio Elizondo, o árbitro, nem o juiz de linha tenham visto o incidente, o quarto árbitro viu.
Elizondo confessaria mais tarde que ficou surpreendido com a forma como Zidane aceitou a sua expulsão.
"Quando estava prestes a escrever o seu nome na ficha, tocou-me no ombro e disse: 'Calma, o cartão vermelho está correto, mas não ouviste nem viste o que aconteceu antes?'", contou Elizondo à Gazzetta dello Sport.
"Disse: 'Não, o que aconteceu?' Mas simplesmente virou-me as costas e foi-se embora".
Zidane dirigiu-se ao balneário passando junto ao troféu que tinha levantado com a França oito anos antes. Mas a história não se repetiria dessa vez e a França perdeu nos penáltis.
2010
John Heitinga (Países Baixos)
A final foi um espetáculo pouco edificante, em grande parte porque os neerlandeses acharam que a melhor forma de desestabilizar os espanhóis era através da intimidação física.
O árbitro inglês Howard Webb estava ao comando, e seria compreensível se tivesse terminado com uma tendinite no braço depois de mostrar 14 cartões amarelos.
Heitinga foi expulso por duplo amarelo; o jogador a quem fez falta na segunda, Andrés Iniesta, mostrou que existe justiça ao marcar o golo da vitória poucos minutos depois.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 decorreu de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio contou com 48 seleções nacionais e foi disputado em 16 estádios.
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