Em dias de jogo, salvo autorização específica, todas as aeronaves, incluindo drones, estarão proibidas de voar num raio de três milhas náuticas (5,6 quilómetros) dos estádios e até 3.000 pés (900 metros) acima do solo, informou a Administração Federal de Aviação, em comunicado.
As zonas de exclusão aérea em torno dos eventos de adeptos organizados pelas cidades anfitriãs, nos estádios e noutros locais, estendem-se até um raio de uma milha náutica e até 1.000 pés acima do solo.
"À medida que adeptos de todo o mundo se reúnem nos estádios e eventos de adeptos por todo o país para o Mundial da FIFA, a FAA está a utilizar todas as ferramentas disponíveis para proteger o espaço aéreo, incluindo um reforço das medidas de controlo de drones", afirmou o administrador da FAA, Bryan Bedford.
Os infratores poderão ser alvo de multas até 100.000 dólares, apreensão do equipamento e acusações criminais federais, refere o comunicado.
O Departamento Federal de Investigação confirmou que irá intervir "para garantir que temos um céu seguro", disse Aaron Hope, do escritório do FBI em Atlanta, numa conferência de imprensa na cidade do sul.
"O nosso principal objetivo é que a mensagem chegue a todos: é uma zona proibida a drones", afirmou Aaron Hope.
"Se for necessário intercetar um drone, temos tecnologia para isso. Temos tecnologia para identificar drones e localizar os operadores, é algo que iremos fazer se for preciso", acrescentou.
O DETER, uma nova iniciativa de fiscalização que permite a deteção rápida de infrações com drones, será utilizada no Mundial para apoiar uma "fiscalização reforçada", informou a FAA.
O maior espetáculo de futebol do mundo está a ser coorganizado pelos Estados Unidos, México e Canadá, de 11 de junho até à final de 19 de julho.
