"Com a aproximação do Mundial e antes do seu início, um gesto de clemência em relação a este jornalista desportivo seria bem-vindo", afirmou durante uma conferência de imprensa no final da assembleia geral da FFF em Ajaccio.
"A federação, através de mim, apela a essa clemência por parte das autoridades argelinas para que este jornalista possa, mesmo antes da grande festa do futebol à qual está ligado, reencontrar a sua família e os seus entes queridos", insistiu, a cinco dias da abertura do Mundial-2026.
Na quarta-feira, os advogados de Christophe Gleizes anunciaram que todos os processos judiciais neste caso estavam "encerrados" e consideraram que o caminho estava agora livre para que o presidente argelino Abdelmajid Tebboune conceda a sua graça ao jornalista francês.
Num comunicado divulgado no Facebook, Amirouche Bakouri e Emmanuel Daoud relataram que o Supremo Tribunal "tomou conhecimento da desistência do recurso" do seu cliente e "rejeitou no mérito" outro recurso apresentado pelo Ministério Público.
O jornalista francês foi detido em maio de 2024 na Cabilia (nordeste), onde estava a realizar uma reportagem sobre a JSK, uma equipa de futebol, tendo depois sido condenado em junho de 2025 a sete anos de prisão por "apologia do terrorismo", pena confirmada em recurso em dezembro passado.
Em março, tinha retirado um recurso de cassação e o último obstáculo a uma eventual graça presidencial residia no recurso apresentado pelo procurador-geral.
"Estando agora encerrado o debate jurisdicional, o futuro de Christophe Gleizes depende neste momento das prerrogativas discricionárias do presidente (Abdelmajid Tebboune)", acrescentaram os advogados, a propósito da graça ao jornalista pedida pela sua família.
