Apesar de ter sido uma das primeiras equipas a garantir a qualificação, a participação do Irão no Mundial tem estado em dúvida desde que os EUA e Israel lançaram ataques aéreos sobre a República Islâmica no final de fevereiro.
A equipa realizou três jogos amigáveis em dois estágios de preparação em Antália desde o início da guerra – perdeu com a Nigéria e venceu a Costa Rica e a Gâmbia – e na quinta-feira vai defrontar o Mali na estância balnear turca.
"Tendo em conta a importância do jogo amigável da seleção nacional iraniana frente ao Mali, e em linha com os objetivos táticos do selecionador do Irão, o jogo frente ao Mali será realizado à porta fechada e sem presença de comunicação social", referiu a FFIRI em comunicado.
A FFIRI convenceu a FIFA a permitir que a equipa trocasse a sua base do torneio de Tucson, Arizona, para Tijuana, México, e a partir daí irá deslocar-se através da fronteira para os dois primeiros jogos do grupo frente à Nova Zelândia e à Bélgica em Los Angeles.
O terceiro e último jogo do Grupo G, frente ao Egito, será em Seattle.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na terça-feira que Washington "não tem problema" com a entrada da equipa iraniana no país, mas não permitirá que dirigentes ou funcionários com ligações à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) os acompanhem.
"O que não vamos permitir é que incluam na sua delegação um grupo de pessoas que sabemos que nada têm a ver com o desporto e que têm ligações à IRGC ou a situações semelhantes, por isso vamos acompanhar isso com muita atenção", afirmou Rubio durante uma audição no comité da Câmara dos Representantes.
Tanto os EUA como o Canadá, que coorganizam o Mundial com o México, classificam a IRGC como uma "entidade terrorista".
O presidente da FFIRI, Mehdi Taj, foi impedido de entrar no Canadá para o Congresso da FIFA no final de abril devido às suas ligações à força militar de elite.
O Irão tem agendado o início da sua campanha frente à Nova Zelândia a 15 de junho.
