Mundial-2026: Jordan Ayew supera André Ayew e faz história pelo Gana

Jordan Ayew em destaque no Campeonato do Mundo
Jordan Ayew em destaque no Campeonato do MundoLeonardo Ramirez / Zuma Press / Profimedia

A 121.ª internacionalização do avançado frente ao Panamá permitiu-lhe ultrapassar o recorde absoluto de presenças do irmão André Ayew e, aos 34 anos e 280 dias, tornou-o também o jogador mais velho de sempre a representar os Black Stars num Mundial da FIFA.

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Quando Jordan Ayew liderou os Black Stars no BMO Field, na quarta-feira, para o jogo de estreia do Gana no Mundial-2026 frente ao Panamá, fez história ao tornar-se o jogador com mais internacionalizações pelo Gana.

A sua 121.ª internacionalização pela seleção principal permitiu-lhe ultrapassar a anterior marca absoluta de 120, estabelecida pelo seu irmão mais velho e antecessor como capitão, André Ayew.

O jogador de 34 anos tinha igualado André no particular de preparação frente ao País de Gales, em Cardiff, a 4 de junho. Contudo, com o arranque da campanha do Gana no Mundial-2026 em Toronto, o recorde passou a ser só seu. Ao falar antes do segundo jogo do grupo do Gana frente à Inglaterra, Ayew mostrou-se relutante em dar demasiada importância ao feito.

“Claro que é uma conquista e tudo isso, mas, sabe, quando se está num torneio grande como este, não se pensa nessas coisas. Mas, como disse, só posso agradecer a Deus. Só posso agradecer à minha família e, sabe, agradecer também aos ganeses pelo apoio."

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"Portanto, ainda há mais para vir e continuamos no torneio e não estou realmente focado nisso. O mais importante para mim é concentrar-me na equipa e garantir que apresentamos um bom desempenho”, acrescentou.

O feito insere-se num registo familiar mais amplo e até poético. O pai, Abedi “Pele” Ayew, três vezes Futebolista Africano do Ano, capitaneou o Gana em várias campanhas da CAN, mas nunca chegou a um Mundial sénior.

André, o segundo filho, liderou os Black Stars no Catar-2022 e detinha o recorde de presenças. Jordan, o mais novo dos três irmãos Ayew futebolistas, herdou agora tanto a braçadeira como o recorde, tornando-se o primeiro ganês a ultrapassar as 120 internacionalizações e o segundo Ayew a liderar o seu país num Mundial.

O jogo com o Panamá marcou também a sua terceira presença em Mundiais, depois do Brasil-2014 e do Catar-2022. Com isso, juntou-se a um restrito grupo de quatro ganeses que participaram em três edições do torneio: André Ayew, Asamoah Gyan e Sulley Muntari são os outros.

Houve ainda um segundo recorde. Aos 34 anos e 280 dias no apito inicial em Toronto, Ayew tornou-se o jogador mais velho de sempre a representar o Gana num jogo do Mundial da FIFA, superando Denis Odoi, que tinha fixado a anterior marca aos 34 anos e 185 dias, na derrota dos Black Stars por 3-2 frente à Coreia do Sul no Catar, em novembro de 2022.

Questionado sobre esse segundo marco, e sobre o significado de liderar uma seleção do Gana claramente mais jovem do que as equipas do início da sua carreira, Ayew manteve o seu habitual pragmatismo.

“Significa apenas que tenho um papel diferente e, sabe, estou a tentar cumpri-lo da melhor forma possível. Temos um bom grupo, eles ouvem, tentam seguir os conselhos e, o mais importante, no fim do dia, é incutir que temos de apresentar um bom desempenho no relvado e é nisso que nos focamos.”

Ayew foi o melhor marcador do Gana na qualificação para o Mundial, com sete golos, mas ainda não marcou qualquer golo no Mundial. Ao longo das suas três participações, Jordan ainda não conseguiu marcar pelo Gana no maior palco do futebol.

Com pelo menos dois jogos da fase de grupos ainda por disputar, a começar pelo duelo de terça-feira frente à Inglaterra em Foxboro, a oportunidade mantém-se em aberto.

Para já, porém, os registos ficam com o seu nome. 121.ª internacionalização. O mais velho da história do Gana em Mundiais. Terceiro torneio com as cores vermelho, dourado e verde.

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