Mundial-2026: Luis Suárez (Sporting) concorre por um lugar no onze do ataque da Colômbia

Luis Suárez ao serviço do Sporting
Luis Suárez ao serviço do SportingSporting

Néstor Lorenzo divulgou na semana passada a lista dos 55 pré-convocados para o Mundial.

A grande dúvida de Néstor Lorenzo em relação à lista final da seleção Colômbia passa pelo ataque. Apesar de o técnico argentino manter uma base consolidada desde o início daqualificação, o momento de vários avançados abre um debate inevitável sobre quem merece ser chamado para a próxima convocatória e quem poderá ficar de fora. Entre lesões, irregularidades e goleadores em ascensão, o panorama ofensivo da Tricolor está longe de ser claro.

Um dos nomes que mais pressão exerce sobre a lista é o de Cucho Hernández. O avançado atravessa uma das melhores fases da sua carreira, com continuidade, golos e uma maturidade futebolística que o transformou num jogador muito mais completo. A sua mobilidade, capacidade de se associar e facilidade em romper linhas fazem dele uma alternativa diferente aos pontas-de-lança tradicionais que Lorenzo costuma utilizar. Além disso, o seu momento atual transmite a sensação de que a Colômbia não se pode dar ao luxo de deixá-lo de fora.

Luis Suárez, época de destaque sem título

Também ganha força a candidatura de Luis Suárez, atualmente ligado ao Sporting. O avançado conseguiu recuperar protagonismo após fases marcadas por lesões e constantes mudanças de clube. A sua capacidade física, o jogo aéreo e a agressividade a atacar espaços tornam-no uma opção interessante para jogos fechados. Apesar de não ter o mesmo percurso recente na seleção que outros avançados, o momento faz pensar que pode entrar no lote dos escolhidos.

No entanto, há jogadores que parecem ter um lugar garantido pela confiança total do treinador. O caso mais evidente é o de Rafael Santos Borré, atualmente no Internacional. Lorenzo valoriza profundamente a sua disciplina tática, a pressão sem bola e o sacrifício coletivo. Mesmo quando os seus números de golos não são os melhores, Borré continua a ser considerado uma peça-chave no funcionamento da equipa. Essa lealdade do técnico pode acabar por pesar mais do que o momento de outros avançados com melhores estatísticas.

Algo semelhante acontece com Jhon Córdoba, figura doKrasnodar. O avançado tem correspondido com golos e presença física sempre que é chamado, e Lorenzo parece confiar na sua experiência para determinados contextos de jogo. Córdoba oferece potência, jogo direto e uma referência clara na área, características que a equipa técnica considera fundamentais para competir nas Eliminatórias sul-americanas, especialmente em encontros de grande exigência física.

A irregularidade de Jhon Durán

O caso mais complexo é o de Jhon Durán. Ninguém discute o seu talento nem o seu potencial para se tornar o grande ‘9’ do futuro colombiano, mas a sua carreira recente tem sido marcada por episódios de drama, rumores de conflitos internos e uma irregularidade preocupante. Durán alterna exibições brilhantes com longos períodos de ausência, algo que gera dúvidas dentro e fora da equipa técnica. A isso juntam-se as constantes polémicas em torno do seu comportamento e gestão emocional, aspetos que podem acabar por influenciar a decisão final de Lorenzo.

Com este cenário, a convocatória definitiva promete gerar debate. A Colômbia tem mais opções do que nunca no ataque, mas nem todos chegam em igualdade de condições. Lorenzo terá de decidir entre premiar o momento de jogadores como Cucho ou Luis Javier Suárez, manter a sua fidelidade a homens de confiança como Borré e Córdoba, ou apostar no talento imprevisível de Durán. A concorrência está aberta e, provavelmente, nunca foi tão intensa na era recente da seleção.