A lenda do Barcelona conseguiu surpreender novamente há três anos e meio, ao marcar sete golos e assistir para mais três em sete jogos, incluindo dois golos na épica final em Doha frente à França – onde também converteu o seu penálti no desempate que deu à Argentina o troféu.
"Obviamente, queria terminar a minha carreira com isto. Não posso pedir mais nada", afirmou Messi após esse triunfo, que parecia assinalar o culminar da sua carreira gloriosa.
No entanto, admitiu que gostaria de continuar a jogar mais algum tempo como campeão do mundo e, no fim de contas, manteve-se em atividade até ao torneio deste ano.
Será o sexto Mundial de Messi, um recorde, e a decisão de adiar a sua retirada terá sido um alívio para o selecionador Lionel Scaloni.
Ainda não é necessário tentar encontrar um substituto para aquele que é, provavelmente, o melhor jogador de todos os tempos.
"Não pode haver. Não vai haver. Não haverá um herdeiro de Messi, com certeza", afirmou Scaloni numa entrevista ao Flashscore em setembro.
Messi já não é o jogador que era, depois de ter deixado a Europa em 2023, após duas épocas no Paris Saint-Germain.
Já não compete todas as semanas ao mais alto nível – na verdade, Messi não vence um jogo a eliminar da Liga dos Campeões desde 2020.
No entanto, está em excelente forma na Major League Soccer ao serviço do Inter Miami, onde já soma 13 golos em 16 jogos em 2026, depois de ter ajudado a equipa a conquistar a MLS Cup no ano passado.
Assumindo que ultrapassa uma ligeira lesão muscular que recentemente o obrigou a sair frente ao Philadelphia Union, Messi vai liderar a Argentina no jogo de estreia do torneio, frente à Argélia, em Kansas City, a 16 de junho.
A caminho das 200 internacionalizações
Messi já conquistou mais títulos pela Argentina desde o último Mundial, capitaneando a equipa na vitória na Copa América, nos Estados Unidos, em 2024.
Foi também o melhor marcador da qualificação sul-americana para o Mundial. "Adoro jogar futebol e vou fazê-lo até não conseguir mais", declarou recentemente.
Messi disputou o seu primeiro jogo num Mundial ainda adolescente, em 2006, na Alemanha, antes de mais tarde levar a equipa à final no Brasil em 2014, quando perderam no prolongamento para os alemães.
O melhor marcador de sempre da Argentina é também o jogador com mais internacionalizações, estando apenas a dois jogos de atingir as 200 presenças.
Poderá até chegar a esse número antes do primeiro jogo da Argentina no Mundial, já que antes há particulares frente às seleções das Honduras, no Texas, e da Islândia, no Alabama.
Os albicelestes iniciam depois o seu Mundial frente à Argélia, antes de defrontarem a Áustria e a Jordânia em Arlington, Texas, no Grupo J – este último jogo realiza-se três dias após o seu 39.º aniversário.
"Estamos todos plenamente conscientes de que este poderá mesmo ser o último Mundial do Leo, tendo em conta a sua idade, mas no fim de contas é uma decisão dele", afirmou o colega de equipa Julian Alvárez numa entrevista ao site da FIFA.
"Vai certamente tornar este Mundial especial, e não digo apenas para nós, os seus colegas de equipa e o povo argentino, mas para todos os que o veem e acompanham, pois é o melhor jogador de todos os tempos. Teve um impacto colossal em todo o mundo".
Mas a presença do avançado do Atlético de Madrid, de 26 anos, mostra que a Argentina não precisa de depender excessivamente do seu veterano.
O próprio Alvárez é um talento de classe mundial num plantel que conta ainda com nomes como o melhor marcador da Serie A, Lautaro Martinez, Nico Paz, Enzo Fernandez, Alexis Mac Allister, Cristian Romero e Emiliano Martinez.
A vitória mais sonante da equipa na qualificação, um triunfo caseiro por 4-1 frente ao Brasil, foi conseguida sem Messi.
"Enquanto argentino, a emoção está sempre presente e queremos sempre ser coroados campeões. Não há razão para que desta vez seja diferente", acrescentou Alvarez.
