Mundial-2026: "Muitos gostariam de estar no nosso lugar", afirma selecionador do Haiti antes de enfrentar Brasil

Sébastien Migné, selecionador do Haiti
Sébastien Migné, selecionador do HaitiFranck Fife/AFP

O selecionador do Haiti, Sébastien Migné, espera que a sua equipa encha de orgulho o povo haitiano no encontro frente ao Brasil, uma partida do Mundial que "muitos gostariam de disputar".

Acompanhe as incidências da partida

Na primeira participação num Mundial em 52 anos, a seleção caribenha deixou uma imagem positiva diante da Escócia, apesar da derrota por 1-0, e procura agora manter o nível frente ao Brasil. A formação pentacampeã mundial pretende reagir depois do empate com Marrocos (1-1) na estreia.

"Espero que consigamos fazer com que os haitianos sintam orgulho da sua seleção. Penso que deixámos uma boa imagem frente à Escócia. Infelizmente, isso não foi acompanhado por um resultado positivo", afirmou Migné, esta quinta-feira, em conferência de imprensa, na Filadélfia, palco do encontro.

O treinador francês, de 53 anos, afirmou que uma das mensagens que transmitirá aos seus defesas é a de que, frente ao Brasil"terão de correr ainda mais do que correram" diante da Escócia.

"Penso que demonstrámos que a nossa presença neste Mundial não aconteceu por acaso. Espero que o jogo de amanhã seja ainda melhor, para mostrarmos aquilo de que somos capazes", acrescentou.

O Haiti ocupa o último lugar do Grupo C, ainda sem qualquer ponto. Uma derrota afastaria a seleção caribenha da luta por uma das duas vagas de apuramento direto para a fase a eliminar.

Migné considerou um privilégio defrontar jogadores da qualidade de Vinícius Júnior e encarou a ausência de Neymar, devido a uma lesão na barriga da perna direita, como um "sinal positivo".

"É extraordinário e, mais uma vez, temos muita sorte. Muitos gostariam de estar no nosso lugar», afirmou. «Quando se começa esta profissão, seja como jogador ou treinador, é para viver este tipo de emoções intensas. Quando se é haitiano, muitas vezes atravessam-se mais momentos difíceis do que fáceis, e agora o futebol oferece-nos a oportunidade de viver momentos marcantes e grandes emoções."