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Baseada nesses números, a seleção paraguaia vai procurar manter a tradição dos alemães para atingir um feito inédito na sua história: marcar o seu primeiro gol em jogos de fases a eliminar em Mundiais. Os paraguaios já avançaram de fase em quatro oportunidades, mas foram sempre eliminados sem balançar as redes adversárias.
Para mudar a história, o selecionador Gustavo Alfaro vai precisar de acertar a pontaria da equipa, sem esquecer de proteger a defesa, já que abusou da ineficiência durante a fase de grupos e vai medir forças com um dos melhores ataques do Mundial-2026.
Alemanha vs CONMEBOL
Além de ter visto a sua invencibilidade de 11 vitórias seguidas ser interrompida na derrota com o Equador, a Alemanha viu outro tabu ser derrubado: os alemães não perdiam no tempo regulamentar contra sul-americanos em Mundiais desde a final de 2002, contra o Brasil, ou seja, eram 24 anos invicta diante de equipas da CONMEBOL.
O duelo contra o Paraguai desta segunda-feira marca o reencontro das duas seleções num jogo a eliminar de Mundial. O último duelo foi há 24 anos, nos oitavos de final daquela edição, e os alemães levaram a melhor vencendo por 1-0, com golo de Neuville na segunda parte.
Hora de arrumar a defesa
A média de 1,4 golos sofridos por jogo em Mundiais desde 2018 certamente é um ponto de preocupação para o selecionador alemão, Julian Nagelsmann. Antes do Mundial, o sistema defensivo alemão já dava sinais de falta de solidez: nos particulares diante de Suíça, Gana e Estados Unidos, a equipa sofreu golos cinco vezes, passando ilesa apenas no duelo contra a Finlândia.
Os adversários da primeira fase do Mundial acertaram na baliza da Alemanha sete vezes no total, e os quatro tentos sofridos mostram que a tetracampeã mundial leva um golo a cada 1,75 remates no alvo, evidenciando que, se o Paraguai calibrar o pé, pode ter um final feliz na partida decisiva.
A busca pelo primeiro golo
O Paraguai caiu nos oitavos de final nas edições de 1986, 1998 e 2002. A melhor campanha aconteceu em 2010, quando a equipa conseguiu avançar até aos quartos de final da competição, sendo derrotada pela Espanha, que se tornaria campeã. O que chama a atenção é que em todos esses jogos, o ataque paraguaio passou em branco quando mais precisava de ser decisivo.
Apesar da Alemanha ter sofrido golos em todas as partidas do Mundial desde 2018, a campanha do Paraguai na primeira fase do Mundial-2026 não anima para a quebra do tabu.
A seleção albirroja não conseguiu desferir mais de 10 finalizações contra a baliza adversária em nenhuma das três partidas da primeira fase. Ao todo, foram 23 remates nos três encontros, gerando uma média de 7,6 por jogo.
A estatística de xG (golos esperados) de 0.47, 0.33 e 0.55 contra Estados Unidos, Turquia e Austrália, respectivamente, mostram que a seleção treinada por Gustavo Alfaro vai precisar de melhorar o desempenho no ataque se quiser fizer frente aos alemães.
Outro problema paraguaio é a defesa: além dos adversários do grupo terem finalizado mais do que os sul-americanos, a baliza do Paraguai foi atingida pelo menos cinco vezes em cada partida.
Como a Alemanha precisou de apenas 2,2 remates à baliza para marcar um golo durante a primeira fase, a preocupação da seleção do Paraguai em proteger a defesa deve ser ainda maior.
