Scaloni garantiu numa entrevista ao portal argentino Olé, publicada na terça-feira, que a Albiceleste chega "bem" ao Mundial, indicou quais as seleções que considera mais fortes e relatou como sente a responsabilidade do cargo.
"Espanha, França, Portugal, Inglaterra, Brasil, Colômbia, Uruguai. Bem, Argentina, Marrocos; já nem sei quantas nomeei, já me estou a esquecer de alguma. Croácia, esqueci-me da Croácia!", enumerou o técnico de 48 anos.
Depois, alertou que num Mundial "não basta apenas jogar bem, ser protagonista, ou ser uma seleção grande", pois "têm de se conjugar muitos fatores para que o caminho se torne mais fácil".
Como exemplo, Scaloni recordou "as pedras no caminho" que a Argentina enfrentou antes de se sagrar campeã no Catar 2022, como a inesperada derrota por 2-1 frente à Arábia Saudita na estreia.
"Felizmente, temos uma base de muitos jogadores, diria cerca de 60 ou 70%, que são sempre os mesmos" deste ciclo, valorizou Scaloni.
"Tentava ser normal e aberto"
O Mundial dá pouco tempo de trabalho, e para o selecionador "ajuda" que os jogadores se conheçam e saibam o que pretende a equipa técnica.
São 17 os jogadores campeões do mundo no Catar-2022 que voltarão a representar a Argentina no torneio que se disputa na América do Norte de 11 de junho a 19 de julho.
Durante a entrevista, Scaloni abordou ainda o custo emocional de "saber que há um país inteiro" expectante pela seleção e recordou que, após o Catar 2022, sofreu problemas de saúde.
"Tentava ser normal, tentava ser aberto com toda a gente, cumprimentar toda a gente e chega um momento em que te excedes. Não consegues porque o corpo diz-te basta", afirmou.
A Argentina, inserida no Grupo J, vai iniciar a defesa do título frente à Argélia a 16 de junho em Kansas City. O grupo fica completo com a Áustria e a Jordânia.
