A contagem regressiva está praticamente a zeros. Chegou a hora do maior Mundial de todos os tempos.
48 seleções, uma chuva de estrelas e um único grande sonho planetário. Mas enquanto México e África do Sul aquecem os motores para a partida de abertura no dia 11 de junho, há quem, entre os protagonistas mais aguardados, corra o risco de escrever o seu nome na história pelo lado errado.
Sim, porque se o golo é o êxtase do futebol, o cartão é o seu lado obscuro. E há um recorde de "maldade" competitiva que pode ser pulverizado justamente nas próximas semanas.

Mascherano olha todos de cima
Defender as cores da própria pátria é algo sério, uma questão de coração, pulmão e, muitas vezes, de maneiras fortes. Quando o talento do adversário escapa, não resta outra saída. E no Mundial, não há espaço para arrependimentos: ou passa a bola ou o jogador.
Peçam referências a Javier Mascherano, o homem que transformou o carrinho numa arte... e o cartão amarelo num hábito. "El Jefecito" ainda olha todos de cima nesta lista especial de "terror", com os seus sete cartões amarelos colecionados em 20 partidas mundiais.
Perseguindo-o com 6, está uma lenda do calibre de Cafu, enquanto no terceiro degrau do pódio, estacionados com cinco advertências, encontramos um grupo bastante eclético: de Lothar Matthäus a Sulley Muntari, passando pelos mexicanos Héctor Moreno e Rafa Márquez. E então há ele. O único ainda em atividade. O homem que vê o topo da lista a um carrinho de distância.
O último "general" à procura do recorde
Nicolás Otamendi, aos 38 anos e recém-saído da sua passagem pelo Benfica, não tem a menor intenção de ser apenas uma figura secundária. Lionel Scaloni incluiu-o na lista de convocados para liderar a defesa da Argentina, atual campeã. Experiência, carisma e... aquele frio na espinha dos árbitros.
Com cinco cartões amarelos já na conta, o defesa da Albiceleste é o candidato número um a superar o compatriota Mascherano. Basta um amarelo para igualar Cafu e dois para entrar na história.
Otamendi está pronto para escrever mais uma página da sua gloriosa epopeia com a seleção. Resta apenas saber se fará isso levantando um troféu ou vendo mais um cartão ser erguido contra si. Afinal, a fronteira entre herói e vilão, no futebol, é tão fina quanto uma linha de fora de jogo.
Jogadores com mais amarelos em Mundiais:
J. Mascherano (Argentina) - 7 cartões amarelos em 20 partidas
Cafu (Brasil) - 6 cartões amarelos em 20 partidas
S. Muntari (Gana) - 5 cartões amarelos em 9 partidas
H. Moreno (México) - 5 cartões amarelos em 12 partidas
N. Otamendi (Argentina) - 5 cartões amarelos em 14 partidas
R. Márquez (México) - 5 cartões amarelos em 19 partidas
L. Matthäus (Alemanha) - 5 cartões amarelos em 25 partidas
Marcos Acuña (Argentina) - 4 cartões amarelos em 7 partidas
Fabian Schär (Suíça) - 4 cartões amarelos em 7 partidas
Woo-Young Jung (Coreia do Sul) - 4 cartões amarelos em 7 partidas
