Recorde as incidências da partida
Amad Diallo marcou ao minuto 90 e deu aos costa-marfinenses os três pontos no duelo do Grupo E, depois de o Equador ter dominado longos períodos do encontro, acertado nos ferros por três vezes e desperdiçado várias oportunidades claras.
"Dói porque foi uma derrota injusta", disse Beccacece aos jornalistas.
"Acho que há argumentos muito fortes para mostrar claramente que a equipa competiu muito bem, teve as oportunidades mais claras e podia ter vencido a partida, mas por um detalhe no final, saímos sem nada", acrescentou.
O Equador chegou ao torneio invicto desde setembro de 2024 e com um dos melhores registos defensivos do futebol internacional, mas foi penalizado pela incapacidade de transformar o domínio da primeira parte em golos.
"Quando uma equipa é claramente superior e não concretiza as suas oportunidades, dá ao adversário a sensação de que ainda está vivo", afirmou Beccacece.
"Nunca senti que eles merecessem vencer a partida, mas o futebol não é sobre o que se merece. É sobre aproveitar as oportunidades", acrescentou.
O treinador argentino também se mostrou descontente com uma falta cometida na segunda parte pelo defesa da Costa do Marfim, Guela Doue.
"Todos vimos que era claramente o segundo cartão amarelo e consequente expulsão", disse Beccacece: "Essas são coisas que não conseguimos controlar. Custam, mas temos de as aceitar."
Resposta fundamental
Beccacece garantiu que as esperanças do Equador em chegar à fase a eliminar continuam totalmente nas suas mãos, antes dos jogos frente a Curaçau e Alemanha.
"Quando não se começa da forma que se queria, aparece a ansiedade", afirmou.
"Mas agora precisamos de mais convicção do que nunca, mais crença do que nunca, mais confiança do que nunca", acrescentou.
O treinador elogiou os adeptos do Equador, que transformaram Filadélfia num mar de amarelo ao longo da noite.
"O que mais me dói e me deixa mais triste é não conseguir retribuir algo ao povo", disse.
"Quando se faz o suficiente para vencer, com o ambiente que se criou aqui, e não se consegue, dói", concluiu.
