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Recorde de golos graças a uma abordagem ofensiva
O Mundial-2026 proporcionou até agora um número recorde de golos. Nos primeiros 102 jogos foram marcados 296 golos no total. Com o alargamento para 48 equipas, houve mais partidas do que nunca, mas a média de 2,90 golos por jogo é a mais alta desde o Mundial de 1970. Apenas a edição de 1954 apresenta um valor superior, com 5,38 golos por encontro.
Como possível explicação para esta avalanche de golos, chegou a ser discutida a bola oficial. O selecionador da Áustria, Ralf Rangnick, descreveu-a como um "projétil". O elevado número de remates de longa distância que resultaram em golo reforçou ainda mais esta teoria.
As grandes estrelas voltam a fazer a diferença
Também neste Mundial-2026 ficou claro o quão decisivos são os jogadores de topo na luta pelo título. Lionel Messi, Kylian Mbappé, Erling Haaland e Harry Kane estiveram entre os avançados mais eficazes do torneio e conduziram as suas seleções até às meias-finais.
A exceção foi a Espanha. O campeão europeu destacou-se sobretudo pelo seu coletivo coeso. Até mesmo o talento excecional Lamine Yamal integrou-se plenamente no modelo tático do treinador Luis de la Fuente.
Outsiders destemidos proporcionam grandes momentos
Muitas seleções menos cotadas optaram deliberadamente por não se limitarem a defender e foram recompensadas com exibições de grande nível. Cabo Verde esteve perto de surpreender a Argentina nos 16 avos de final, ao perder 2-3 após prolongamento. Também a República Democrática do Congo deixou excelente impressão na derrota tangencial 1-2 frente à Inglaterra.
No entanto, não foi suficiente para chegar mais longe. Nos momentos decisivos, a maior qualidade individual dos favoritos acabou por prevalecer.
Surpresas continuam a ser exceção
As grandes surpresas foram raras neste Mundial. Espanha, Argentina, Inglaterra e França – quatro dos principais favoritos – chegaram às meias-finais.
Por outro lado, voltou a ser notícia a eliminação precoce da Alemanha. A derrota nos 16 avos de final frente ao Paraguai nas grandes penalidades (3-4) foi um dos resultados mais inesperados do torneio. Também a eliminação dos Países Baixos frente a Marrocos (2-3 após prolongamento) e a derrota do Brasil nos oitavos de final diante da Noruega (1-2) foram das maiores surpresas.
Pausas para hidratação geram polémica
As pausas para hidratação introduzidas pela FIFA também deram que falar. O jogo foi interrompido duas vezes por parte, o que, segundo muitos intervenientes, afetou o ritmo da partida.
"Gostava que isso desaparecesse do futebol, sinceramente", afirmou o comentador da MagentaTV, Mats Hummels. "Um time-out forçado, artificial, por vezes em fases de pressão de uma equipa, não me agrada nada. Porque influencia o jogo", acrescentou.
Suplentes destacam-se como decisivos
Os suplentes também tiveram um papel importante neste Mundial. No total, jogadores vindos do banco marcaram 55 dos 296 golos do torneio até agora. Assim, a percentagem de golos apontados por suplentes, cerca de 18,6 por cento, ficou apenas ligeiramente abaixo do recorde do Mundial-2014.
Ficaram especialmente na memória os casos de Mikel Merino, de Espanha, que marcou o golo decisivo tanto nos oitavos como nos quartos de final, e de Lautaro Martínez, da Argentina, que foi o herói das meias-finais frente à Inglaterra ao entrar como suplente.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 decorreu de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio contou com 48 seleções nacionais e foi disputado em 16 estádios.
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