Mundial-2026: Selecionador do Egito acusa FIFA de querer manter Messi em prova

Hossam Hassan deixou duras críticas
Hossam Hassan deixou duras críticasReuters

"Nem justo, nem equitativo": o selecionador do Egito Hossam Hassan insurgiu-se contra a forma como a sua equipa foi tratada durante os oitavos de final perdidos na terça-feira (3-2) frente à Argentina, numa partida em que os Faraós venciam por 2-0 a dez minutos do fim.

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"Fomos melhores. O que aconteceu não foi nem justo nem equitativo", declarou o selecionador do Egito à BeIN Sports. "Um dos nossos golos foi anulado e não sabemos porquê. Estivemos muito perto de fazer o 3-1, e houve uma falta sobre o Hamdy Fathy", acrescentou, referindo-se a um lance polémico, na sua opinião, dentro da área argentina.

"Talvez quisessem manter o campeão do mundo na competição? Talvez quisessem que o Messi continuasse em prova?", questionou o selecionador: "No futebol, por vezes existem fatores externos que vão além dos aspetos técnicos. O campeão do mundo beneficiou de apoio a todos os níveis."

"Disse ao árbitro que o que estava a acontecer não era justo. Foi uma vitória imerecida para a Argentina", denunciou ainda o Hossam Hassan: "Assim que regressar ao meu país e à minha casa, nunca mais vou ver o Mundial, porque não há justiça nesta competição."

O avançado Mostafa Ziko viu o seu golo na segunda parte ser anulado pelo árbitro francês François Letexier após intervenção do VAR devido a uma falta assinalada no início da jogada. Marcou o segundo golo egípcio cerca de dez minutos depois (2-0, 67').

"Fizemos um jogo enorme contra o campeão do mundo", afirmou o avançado: "Não sei o que aconteceu na segunda parte. Houve coisas estranhas que toda a gente viu. Foi tão claro como a luz do dia."

"Tivemos a vitória mesmo ali ao lado", lamentou o guarda-redes egípcio Mostafa Shobeir. "São os pequenos detalhes que fazem a diferença nos grandes jogos. E estamos muito tristes, porque tínhamos o jogo nas nossas mãos".

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