Recorde as incidências da partida

Jogar pelo teu país num Mundial transforma qualquer um. Que o diga James Rodríguez. Não há idade, vírus ou mazelas que impeçam até ele de se esforçar a defender para recuperar bolas. O histórico 10 igualou o recorde de Ospina, no banco, de mais jogos disputados (131) pela Colômbia. E quis celebrá-lo em grande. Por exemplo, lutando por uma bola dividida numa jogada em que o racinguista Puerta testou a agilidade de Kobel.
Foi o primeiro remate enquadrado do encontro. O primeiro aviso dos cafeteros perante uma Suíça que não se deixou intimidar. Sem Manzambi, a sua estrela lesionada, procuraram um ritmo mais pausado com Xhaka a comandar. Queriam jogar com a paciência do adversário e, quando este se desorganizasse na pressão, acelerar a ação ofensiva, especialmente pelo espaço deixado por Daniel Muñoz na sua ala. Embora tenha sido pelo meio que Rieder encontrou o caminho mais curto para a baliza de Camilo Vargas. A intervenção do guarda-redes impediu que o helvético coroasse a sua brilhante jogada individual com um golo. Depois tentou Ndiaye pela ala referida, mas encontrou o mesmo obstáculo que o colega.
Pouco mais aconteceu até ao intervalo, salvo a exuberância física de Arias e Lerma, e mais um ou outro roubo de James. Sem golos chegou-se ao descanso.
No reatamento entrou Sow para o desaparecido Jashari. E ao primeiro toque quase aproveitou um cruzamento extraordinário de Ndoye. A equipa da Nati entrou melhor, voltando a ameaçar a baliza colombiana num livre de Xhaka. Um quarto de hora demoraram os de Néstor Lorenzo a libertar-se da pressão e a aproximar-se de Kobel com um remate de Luis Díaz. Precisavam de muito mais. E estava claro que, mais um dia neste torneio, Luis Suárez não o ia dar. Ainda assim, foram James e Arias os substituídos por Quintero e Campaz quando o treinador quis mais energia no relvado.
A Colômbia, em todo o caso, recuperou o controlo, mas não as ocasiões. Estava tudo muito equilibrado, com os defesas a levarem sempre a melhor sobre os avançados. Impotência total de uns e de outros numa série de jogadas inconsequentes, acumulando interrupções com faltas e vários encontrões, como o de Embolo com Davinson Sánchez. Não foi de estranhar, portanto, que se chegasse ao prolongamento.
Prolongamento
Se alguém esperava uma nova dinâmica no jogo, quão ingénuo era. Mais faltas, mais jogadores no chão... Valeu que ainda restava o recurso da bola parada para trazer alguma emoção. Foi Lucumí, com um cabeceamento poderoso na sequência de um canto, quem esteve perto do golo, mas a barra impediu-o. Isto voltou a renovar as esperanças colombianas, apagadas por um sensacional Kobel a remate de longe de Campaz.

Ambas as aparições despertaram os europeus, com um remate de meia volta na área de Amdouni que Camilo Vargas salvou in extremis.
Na segunda parte do prolongamento, ninguém quis arriscar, embora Xhaka tenha perdido a bola na sua área, deixando Campaz isolado perante Kobel. O extremo canhoto atirou por cima numa ocasião daquelas que não se pode desperdiçar nunca. Muito menos num Mundial. Assim sendo, a única solução para resolver o empate foi o desempate por penáltis.
Os penáltis
Na lotaria das grandes penalidades, Quintero e Xhaka marcaram. Davinson Sánchez acertou na barra e Amdouni não falhou. Campaz marcou com dificuldades, mas Akanji falhou o seu remate por cima da trave. Quem também falhou foi o bético Cucho Hernández, o que permitiu a Itten colocar a Suíça em vantagem. Luis Díaz salvou a bola de jogo ao marcar o seu penálti... mas Rubén Vargas não desperdiçou a oportunidade de fazer história para os helvéticos e bateu Camilo Vargas para os apurar para os quartos de final.
Melhor em campo Flashscore: Kobel (Suíça)

