Espera-se que Trump marque presença nos jogos dos coanfitriões, incluindo o encontro da fase de grupos frente aos Socceroos de Popovic, no Estádio de Seattle, com capacidade para 72.000 adeptos, a 19 de junho.
"Não sei se ele quer vir ver os Estados Unidos jogar, mas esperaria que viesse assistir à sua seleção no Mundial", disse Popovic aos jornalistas em Sydney, esta segunda-feira.
"Se decidir ver a Austrália, será fantástico para nós. Tornaria tudo ainda mais especial na tentativa de vencer esse jogo", acrescentou.
O médio australiano e capitão, Jackson Irvine, afirmou na semana passada que a atribuição do primeiro Prémio da Paz da FIFA a Trump foi uma "farsa" face à Política de Direitos Humanos do organismo, manifestando ainda preocupação com os direitos LGBT nos Estados Unidos.
Popovic, contudo, garantiu que não se sente incomodado pelo clima político nos Estados Unidos, enquanto prepara a deslocação a Sarasota, na Florida, para o estágio pré-Mundial.
O Mundial, também coorganizado pelo Canadá e pelo México, arranca a 11 de junho.
"Já estivemos nos Estados Unidos em outubro e novembro. Não tivemos qualquer problema por lá", referiu Popovic sobre a digressão da Austrália ao país para jogos particulares.
"Aproveitámos ambas as experiências – dentro e fora do relvado. Fomos muito bem recebidos. Divertimo-nos bastante, tanto em contexto informal como, naturalmente, de forma profissional, com os treinos e os jogos. O Jackson já é um homem feito. Tem as suas opiniões. O meu foco está na equipa e não é algo em que tenha desperdiçado energia", acrescentou.
Um grupo de oito jogadores vai chegar esta semana ao estágio da Austrália na Florida, incluindo os heróis do Mundial-2022, Harry Souttar e Mathew Leckie.
Mais jogadores juntar-se-ão à medida que as épocas dos clubes forem terminando.
O defesa-central Souttar, que atua no Reino Unido, praticamente não jogou no último ano e meio devido a uma lesão no tendão de Aquiles sofrida no final de 2024, enquanto o extremo de 35 anos do Melbourne City, Leckie, está a regressar após uma longa recuperação a uma cirurgia à anca.
Popovic sugeriu que ambos poderão integrar a convocatória final para o Mundial, caso provem estar em condições físicas na Florida, elogiando ainda a exibição de Leckie no fim de semana, apesar da derrota do City nos penáltis frente ao Auckland FC, nos playoffs da A-League.
"O Mathew Leckie foi o melhor em campo aos 35 anos, sem ritmo competitivo", afirmou.
"É essa a diferença, e é disso que se precisa num Mundial. Agora, se vai ao Mundial? Isso dependerá do seu corpo", concluiu.
