Pape Thiaw, selecionador do Senegal: "Não seria uma surpresa se vencermos a França"

Pape Thiaw, selecionador do Senegal
Pape Thiaw, selecionador do SenegalREUTERS

O selecionador do Senegal, Pape Thiaw, declarou esta segunda-feira que o episódio da CAN-2025, marcado por uma final caótica e pela perda do título de campeão africano na secretaria, faz parte do passado e que pretende concentrar-se no primeiro jogo do Mundial-2026 frente à França, esta terça-feira.

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"Não vou voltar a falar da CAN, somos campeões de África, a CAN já faz parte do passado. Agora estamos no Mundial, preparámo-nos bem, mantemo-nos focados no jogo de amanhã", insistiu o técnico em conferência de imprensa.

No dia 18 de janeiro, na final da Taça das Nações Africanas, em Rabat, o Senegal venceu por 1-0 Marrocos. Após um penálti assinalado à seleção anfitriã nos descontos da segunda parte, logo depois de um golo anulado ao Senegal, vários jogadores senegaleses abandonaram o relvado e adeptos tentaram invadir o campo e lançaram objetos.

Em meados de março, o júri de recurso da Confederação Africana retirou o título ao Senegal e atribuiu-o a Marrocos. Após esta decisão, o Senegal recorreu ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

Questionado sobre a memória do jogo de abertura do Mundial-2002 e do triunfo histórico do Senegal frente aos campeões do mundo franceses de 1998 (1-0), Pape Thiaw, que fazia parte do grupo dos Leões de Teranga, quis deixar uma palavra para o selecionador da altura, o francês Bruno Metsu, falecido em 2013.

"O Bruno era como um pai para mim, o meu mentor", afirmou.

"Aprendemos muito com ele, haverá um pouco do efeito Bruno no meu discurso. Vou colocar na minha abordagem alguns ingredientes de Bruno Metsu para procurar a vitória. Não seria uma surpresa se vencermos a França, que tem jogadores de classe mundial. A França é favorita, mas a nossa equipa já foi campeã de África, qualificámo-nos pela 3.ª vez consecutiva para o Mundial", explicou ainda Pape Thiaw, acrescentando ter todo o seu grupo "à disposição", incluindo o defesa Kalidou Koulibaly, que está a recuperar de uma lesão nas costas.

Questionado também sobre a ausência de adeptos vindos do Senegal devido à recusa das autoridades norte-americanas em conceder vistos, Pape Thiaw disse querer contar com a diáspora senegalesa nos Estados Unidos.

"Gostaríamos de ter os nossos adeptos connosco, eles empurram-nos nos momentos difíceis. Não os temos, mas temos uma grande comunidade aqui. Os senegaleses amam o seu país e a sua equipa, esperamos que amanhã tenhamos o público do nosso lado", afirmou.