"Hoje regressamos às nossas salas de aula, pois vamos cumprir os nossos compromissos para com os nossos alunos, as comunidades e os pais", afirmou Pedro Hernández, representante do sindicato de professores CNTE, numa conferência de imprensa. "Não conseguiram abalar a nossa convicção de que esta luta vai continuar, de que esta luta tem de alcançar resultados", acrescentou ainda.
O governo mexicano estava a negociar com os professores em greve, que estavam a perturbar as festividades do Mundial de futebol, do qual o país é coorganizador. Um grupo dissidente do sindicato CNTE protestava desde o início de junho para exigir um aumento salarial e a revogação de uma lei sobre as reformas, bloqueando estradas e organizando concentrações.
Os professores ocupavam, com tendas e faixas, várias ruas do centro histórico da capital. No entanto, a presidente Claudia Sheinbaum tinha declarado que o seu governo não iria reprimir as manifestações.
Os manifestantes tentaram perturbar o arranque do Mundial na Cidade do México a 11 de junho. Contudo, as autoridades fecharam os acessos ao estádio onde o Mundial começava com o jogo entre o México e a África do Sul. E a 17 de junho, no jogo entre a Colômbia e o Uzbequistão, os manifestantes foram travados pela polícia.
As autoridades impediram os professores de chegar ao Zócalo, a maior praça do país, onde decorre a "fan fest" do Mundial de futebol.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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