Os tunisianos lideraram o Grupo H da qualificação com nove vitórias e um empate, 22 golos marcados e nenhum sofrido, e garantiram o apuramento para o Mundial com duas jornadas de antecedência. Este será o terceiro Campeonato do Mundo consecutivo da Tunísia (2018, 2022 e 2026).
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Apesar de ir para a sétima participação em Mundiais, a Tunísia ainda tenta passar da fase de grupos pela primeira vez. Para o avançado Rodrigo Rodrigues, atualmente no Coritiba, mas que atuou no Esperance, a seleção pode passar o grupo F.
“É um candidato a passar o grupo, como a Argélia, Marrocos e outras com história. O futebol africano impõe sempre dificuldades no Mundial. A força física dificulta muito o adversário. Contra o Brasil, a equipa deu trabalho”, destacou o jogador, que marcou 17 golos e fez quatro assistências em 56 jogos na Tunísia.

Estilo de jogo
A seleção da Tunísia costuma ter um estilo de jogo muito disciplinado taticamente, baseado em organização defensiva e transições rápidas. Na qualificação para o Mundial-2026, isso ficou ainda mais evidente: a equipa terminou invicta e sem sofrer golos.
Taticamente, a Tunísia alterna bastante entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1. Eventualmente, o 4-1-4-1 sem bola entra em ação. Se fizer uma comparação com outras seleções africanas, os tunisianos têm menos técnica e capacidade ofensiva que Marrocos, mas é menos caótica e mais organizada que a Nigéria.
Historicamente, esse estilo torna a Tunísia difícil de enfrentar em jogos curtos, mas a equipa às vezes apresenta dificuldades para criar ocasiões de golo quando tem de assumir o jogo.

Características principais do estilo tunisino:
• Defesa compacta - a linha defensiva joga bem próxima do meio-campo, reduzindo espaços entre setores. A equipa normalmente prefere controlar o risco em vez de pressionar alto o tempo todo.
• Bloco médio/baixo - contra seleções mais fortes, a Tunísia recua as linhas e aposta em fechar o corredor central, obrigando o adversário a cruzar bolas para a área.
• Transição rápida - quando recupera a posse, acelera rapidamente pelos flancos. Os extremos e laterais têm papel importante nos contra-ataques.
• Forte fisicamente - a equipa africana costuma ser intensa nos duelos e muito competitiva nas bolas aéreas.
• Posse funcional - não é uma seleção de posse longa como Espanha ou Marrocos. A circulação de bola procura objetividade.
• Meio-campo equilibrado - jogadores como Mohamed Ali Ben Romdhane ajudam bastante na saída de bola e na recomposição.
O ex-jogador do Esperance não esquece o que viveu na Tunísia, onde há muitos fãs apaixonados pelo futebol. “Os jogos dos clubes do país são uma loucura porque eles são fanáticos. A força dos adeptos é muito forte e isso ajuda em campo. Creio que o segundo lugar do grupo será disputado com a Suécia”, avaliou Rodrigo Rodrigues.

Quem é a estrela da Tunísia?
A principal estrela da seleção da Tunísia atualmente é o médio ofensivo Hannibal Mejbri, do Burnley. Ficou conhecido pela sua técnica, velocidade e pela passagem pelas escolas de formação do Manchester United.
Outros nomes importantes da Tunísia são: Ellyes Skhiri (médio do Eintracht Frankfurt), Elias Achouri (avançado do Copenhaga) e Montassar Talbi (defesa do Lorient).

Candidato a surpresa
A possível surpresa da Tunísia no Mundial pode ser o jovem Rayan Elloumi, do Vancouver Whitecaps. Com apenas 18 anos, acabou de chegar à seleção principal e muita gente vê nele um talento promissor pela velocidade e força física.
Outro nome que pode surpreender é Khalil Ayari, do Paris Saint-Germain. Mesmo sem muita experiência profissional, foi convocado por causa do potencial ofensivo e da aposta do técnico Sabri Lamouchi em jogadores jovens.
Calendário da Tunísia no Mundial
15/06 (segunda-feira)
03:00 – Suécia - Tunísia (Monterrey, México)
21/06 (domingo)
05:00 – Tunísia - Japão (Monterrey, México)
26/06 (quinta)
00:00 – Tunísia - Países Baixos (Kansas, EUA)
