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Rodri Hernández (30 anos) destacou a evolução que a Espanha teve nos últimos anos até chegar à final do Mundial-2026.
"Viemos de um processo gradual de crescimento. Viu-se uma equipa a amadurecer. Disse na altura que esta equipa ia dar que falar. O caminho para o mais alto, que é levantar o Mundial, foi o que percorremos. Primeiro foi a Nations, depois o Europeu e agora temos um desafio muito bonito para tornar inesquecível uma grande geração”, afirmou.
O jogador de Villanueva de la Cañada destacou a estrela da Argentina, Lionel Messi, mas avisou que a albiceleste tem muitas mais armas além do jogador de Rosário.
"Messi, creio que não é preciso explicar o que representa como jogador nem para a Argentina. Para mim, é o melhor de todos os tempos. Levou a Argentina a conquistar o Mundial no Catar. A Argentina é muito mais do que Messi. Tem jogadores de grande nível. Somos as duas equipas que melhor jogam coletivamente”, defendeu.
O médio madrileno sublinhou que vieram à América do Norte para disputar este jogo: “Era o objetivo principal. O objetivo quando viemos era ganhá-la (a taça) e sabemos que podia ser assim. Agora calhou-nos o adversário que está em melhor forma nos últimos anos. Disse aos rapazes nas meias-finais que era preciso ter mais vontade de vencer do que medo de perder”.
Além disso, explicou como está a exercer a sua capitania: "A aprender com os capitães anteriores, tem a sua complexidade e há uma parte que é preciso trabalhar. Os teus colegas vão olhar para ti. O resto não mudou muito. A equipa é muito madura”.
E destacou que agora o seu papel mudou: "Agora cabe-me ser o capitão e pronto, a aprender. Sobretudo com os capitães anteriores. Tem a sua complexidade. Os teus colegas vão olhar para ti nos momentos de dúvida. Esse é o passo em frente. No resto continuamos a ser uma equipa muito madura".
Argentina
Rodri vê o seu adversário num nível muito elevado: "A Argentina tem um carácter competitivo. Fala da personalidade. Temos em conta o tipo de equipa que é. O jogo pode passar por muitas circunstâncias. Temos de ir para ganhar o jogo. Passa por sermos nós próprios durante todo o encontro”.
E destacou o seu ADN competitivo: “O mérito de chegar a duas finais de Mundial diz muito do rendimento. É a seleção mais em forma dos últimos anos. Nós tentamos fazer o mesmo”.
Sobre as suas memórias do Mundial 2010, puxou a cassete atrás: “Já passou muito tempo, mas podemos ficar com a mentalidade de lutar por algo que naquela altura parecia impossível para o nosso país".
Rodri sabe que não há nada mais importante do que vencer um Mundial, quando questionado sobre o que mudaria do que já alcançou para vencer a Argentina no domingo: "O mais importante é ser campeão do mundo. O importante não é o que mudarias, mas sim que tudo é um processo. O importante é estares consciente de que podes aspirar ao mais alto".
Estilo de jogo
Rodri acredita que a Espanha tem uma variedade de estilos: "Não existe um estilo definido para uma equipa. Não se viu a mesma Espanha em todos os jogos. O jogo de domingo vai ser mais físico. Se há algo que caracteriza esta situação é saber jogar em cada momento, seja a ter a bola ou a sair em contra-ataque”.
Mas tem a certeza de que o jogo a meio-campo vai ser fundamental: "Não sei, eu acho que o futebol passa por aí. Temos grandes meios-campos. Não será decisivo, mas sim importante”.
E alertou para a importância de manter a calma perante determinadas situações: “A Argentina é uma seleção que dá tudo. Se entrarmos num jogo agressivo, é ignorar e não cair em provocações”.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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