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Em Ponta Delgada, nos Açores, a equipa das quinas confirmou o primeiro lugar do Grupo B, único de acesso direto, com uma goleada sobre o lanterna-vermelha Gibraltar (4-0), na nona e penúltima jornada, e passou a contabilizar 22 pontos, mais quatro do que a República Checa, segunda classificada, e oito acima da Escócia, terceira, e da Bulgária, quarta.
Portugal assegurou uma das 16 vagas na 26.ª edição do Campeonato da Europa, que vai ser coorganizado por Albânia e Sérvia entre 17 de junho e 04 de julho de 2027 e na qual os lusos repetirão as presenças de 1994, 2002, 2004, 2006, como anfitriões, 2007, 2015, 2017, 2021, 2023 e 2025.
Desse currículo constam três finais perdidas, a mais recente há cinco anos, quando Lukas Nmecha assegurou a vitória da Alemanha (1-0), na Eslovénia, na primeira vez em que a prova foi disputada por 16 seleções.
O Europeu de sub-21 já teve só quatro participantes em fases finais, tal como aconteceu em 1994, em França, onde um golo de ouro de Pierluigi Orlandini permitiu à Itália impor-se a Portugal (1-0, após prolongamento), sem que a geração de ouro, com Nelo Vingada, desse continuidade aos troféus mundiais de sub-20 (1989 e 1991) e continental de sub-16 (1989).
Em 2015, alargada a oito seleções, os lusos cederam perante a Suécia no desempate por penáltis (4-3, após 0-0 nos 120 minutos), na República Checa, na primeira de cinco fases finais com Rui Jorge, selecionador de sub-21 de 2010 a 2025 e recordista de jogos e vitórias no banco nacional.
Ricardo Esgaio e William Carvalho desperdiçaram grandes penalidades diante dos suecos, sendo que o médio foi eleito o melhor jogador dessa edição, a exemplo de Luís Figo em 1994 e Fábio Vieira em 2021, e viria mesmo a ser campeão continental sénior pela seleção principal em 2016.
Além das três derrotas em jogos decisivos, Portugal subiu ao pódio em 2004, ao assegurar a medalha de bronze frente à Suécia (3-2, após prolongamento), após perder nas meias-finais com a futura campeã Itália (3-1).
As últimas duas participações não passaram dos quartos, com desaires impostos pela Inglaterra (1-0), atual bicampeão continental do escalão, em 2023, e pelos Países Baixos (1-0), em 2025, na despedida de Rui Jorge, em que a equipa lusa competiu cerca de 70 minutos contra 10 unidades.
Nas restantes presenças, Portugal cedeu logo na primeira fase, em 2002, 2006, na condição de organizador em seis cidades nacionais, 2007 e 2017.
De fora do historial de participações fica a chegada aos quartos de final em 1996, pois essa ronda antecedeu uma final a quatro concentrada num único país.
Portugal garantiu agora a 11.ª fase final, com sete vitórias, um empate e uma derrota, por entre 33 golos marcados, máximo nesta qualificação, e apenas dois sofridos, na estreia de Luís Freire como técnico de seleções.
Os lusos somam seis triunfos por, pelo menos, três tentos de diferença, em contraste com o empate na República Checa (0-0), campeã continental em 2002, e a derrota na Bulgária (2-1), numa reviravolta averbada perto do fim.
Rodrigo Mora, com cinco golos, é, para já, o melhor marcador de Portugal na fase de acesso ao Europeu de esperanças, que encerrará na terça-feira, frente à República Checa, em Leiria, e intercalou as estreias de Mateus Fernandes e Carlos Forbs ao serviço da seleção principal, ainda sob comando do espanhol Roberto Martínez, antecessor de Jorge Jesus.
Nos Balcãs, os lusos vão tentar conquistar um dos dois troféus em falta no palmarés das seleções masculinas, objetivo assumido por Luís Freire, o primeiro técnico contratado para o escalão de sub-21 desde que Pedro Proença foi eleito presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
Portugal nunca venceu Europeus de sub-21 nem Campeonatos do Mundo de seniores, mas ganhou o Euro2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025, sendo que, nos escalões jovens, há três títulos mundiais - dois de sub-20 e um de sub-17 - e 11 continentais - quatro de sub-16, três de sub-17, dois de sub-18 e um de sub-19, mais outro no então denominado Torneio Internacional de Juniores, precursor do Campeonato da Europa daquele escalão.
