Reveja aqui as principais incidências da partida
Álex Baena transformou o Ramón Sánchez-Pizjuán no palco da sua afirmação como novo referente ofensivo do Atlético de Madrid. O antigo jogador do Villarreal marcou dois golos durante uma primeira parte praticamente perfeita da equipa rojiblanca, que encaminhou a sua vitória por 1-3 antes do intervalo. Primeiro apareceu na área para inaugurar o marcador e depois ampliou a vantagem com um remate potente de longa distância.
A sua exibição, contudo, foi muito mais do que o bis. Simeone colocou-o como falso nove perante as ausências de Julián Álvarez e Alexander Sørloth, dando-lhe liberdade para abandonar a referência, associar-se a Lee Kang-in e Pablo Barrios e criar espaços para as entradas de Lookman e Giuliano. Baena respondeu oferecendo mobilidade, último passe e uma capacidade de aparecer na área que aumenta consideravelmente as opções do atual Atlético.

O espanhol começa assim a ocupar um papel cada vez mais relevante no projeto. Depois de uma primeira época de adaptação, a sua influência já não se limita à criatividade a partir da esquerda: participa entre linhas, acelera as transições e também está a contribuir com golos. Frente ao Sevilha somou o seu terceiro jogo consecutivo na LaLiga a intervir diretamente num golo, uma sequência que reforça a intenção de Simeone de o tornar num dos pilares da equipa.
A eventual saída de Julián obrigaria o Atlético a encontrar uma nova figura sobre a qual construir o seu ataque. Baena não tem o instinto goleador do argentino nem é um avançado convencional, mas reúne personalidade, talento e capacidade para organizar o ataque. A sua exibição em Sevilha deixou uma conclusão clara: se a Araña acabar por sair, a liderança ofensiva rojiblanca poderá mudar de forma e recair num futebolista preparado para assumir muito mais responsabilidade.
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