"É a chave que permitirá o crescimento institucional e económico mais importante que o Clube viverá em toda a sua história", afirmou o dirigente blaugrana, que por isso pediu um novo esforço aos sócios representantes para que lhe permitam solicitar um empréstimo de mais 300 milhões de euros para poder assim concluir umas obras cujo custo aumentou enormemente em relação ao orçamento inicial.
"Esta operação não terá qualquer impacto nas contas ordinárias da entidade. É o montante necessário para terminar definitivamente o Spotify Camp Nou e acelerar a geração de receitas, com uma previsão de crescimento até aos 1.450 milhões de euros em 2030, quando tivermos o estádio a funcionar em pleno", garantiu Laporta, justificando esta atualização do financiamento do Espai Barça pelas melhorias incluídas no projeto, pelo aumento do custo dos materiais e pelos atrasos acumulados.
Situação económica do Barcelona
Nesse sentido, para conquistar a confiança dos sócios e sustentar a sua gestão económica, destacou o superavit alcançado nos últimos três anos, em especial o da época 2025/26, em que se ultrapassaram os 1.000 milhões de euros em receitas, bem como a valorização do clube por parte da Forbes, que superou os 6.500 milhões de euros.
Depois de apresentar esse trunfo, Laporta pediu à Assembleia que autorize a emissão de dívida de mais 210 milhões de euros, garantida pelos direitos audiovisuais, com o objetivo de compensar as receitas não recebidas devido aos atrasos das obras e manter a competitividade desportiva.
Uma espécie de nova alavanca que, reiterou, assegurará "a execução dos projetos estratégicos sem comprometer nem o modelo de propriedade nem a atividade desportiva: o endividamento não afetará os sócios e sócias nem comprometerá a gestão desportiva".

Assim, segundo o líder catalão, o retorno dos investimentos ligados ao Espai Barça será realizado graças aos recursos gerados pelo próprio projeto: "O aumento do endividamento está previsto nos nossos Estatutos, esta ação não põe em risco nem o modelo de propriedade associativa nem implica pedir-vos qualquer esforço económico pessoal".
"Estamos perante a oportunidade de decidir o presente e o futuro do clube. É preciso tomar decisões para terminar o estádio e ter uma equipa competitiva. Peço-vos que continuemos juntos o processo de crescimento desportivo, económico, institucional, social, patrimonial e corporativo para os próximos anos. São desafios apaixonantes que nos obrigarão, de forma constante, a sermos imaginativos, inovadores, responsáveis e corajosos para estarmos sempre um passo à frente dos nossos concorrentes, na sua maioria, clubes que são sociedades anónimas, propriedade de fundos de investimento, clubes com um Estado por trás ou uma comunidade, a quem é requalificado um terreno quando estão em dificuldade... e ficam impávidos", afirmou Joan Laporta, numa clara alusão ao seu eterno rival, o Real Madrid.
Os valores do Barcelona
Além de propor uma reforma dos Estatutos para alargar os mecanismos de participação dos sócios no clube e blindar o modelo de propriedade associativa que caracteriza o Barcelona, Laporta apelou também à unidade do barcelonismo para enfrentar os desafios dos próximos anos.

