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Barcelona aprova contas com um défice de 18 milhões de euros no exercício 2025/26

Ferran Olivé, vice-presidente da Área Económica do Barcelona
Ferran Olivé, vice-presidente da Área Económica do BarcelonaFC Barcelona

A Assembleia de sócios representantes do Barcelona aprovou as contas da temporada 2025/26, que terminaram com défice, e o orçamento para o presente exercício, que ultrapassa os 1.000 milhões de euros.

Joan Laporta e a sua Direção viram aprovada a sua gestão económica à frente do Barcelona apesar de terem sido obrigados a solicitar um empréstimo de 300 milhões de euros para poderem concluir as obras do Camp Nou e de emitirem uma obrigação de dívida no valor de mais 210 milhões de euros. Um endividamento que está previsto nos estatutos do clube, mas que demonstra que a situação financeira da entidade, apesar de ter melhorado de forma significativa no último quinquénio, ainda não permite a autofinanciamento. 

Mas o principal para os dirigentes blaugrana é que os sócios os tenham apoiado, o que conseguiram com 609 votos a favor (88%), 32 contra (5%), 23 votos em branco (3%) e 29 abstenções (4%) relativamente às contas do exercício 25/26; e com 583 votos a favor (88%), 43 contra (6%), 27 votos em branco (4%) e 10 abstenções (2%) no que diz respeito ao orçamento da época 26/27. 

Contas com défice

Apesar de o Barcelona ter alcançado um novo recorde de receitas, ultrapassando a fasquia dos 1.000 milhões de euros, por 60 milhões, o resultado final, já com impostos a pagar, é negativo, com um défice de 18 milhões de euros. O EBITDA, ainda assim, atinge os 140 milhões de euros positivos.

Depois de tudo isto, o património líquido do clube situa-se nos -168 milhões de euros. Um valor negativo motivado, segundo explicou o Barcelona, "pelo impacto financeiro dos juros associados ao Espai Barça".

Pelo menos, como indicativo de que a evolução financeira é positiva tendo em conta o ponto de partida, destaca-se o facto de que o custo do plantel representa apenas 53% das receitas operacionais, em comparação com a época 20/21, quando representava 98%, o que sufocava a entidade e a colocou numa situação difícil perante a LaLiga. Agora, pelo menos para este exercício, conseguiram regressar ao 1:1 da regra do fair play financeiro. Ou seja, podem gastar com o plantel o mesmo que recebem.

Por sua vez, a avaliação da Forbes como clube é de 6.500 milhões de euros. 

Orçamento 2026/27

Para o exercício 2026/27, o orçamento prevê receitas de 1.195 milhões, com um aumento de 60 milhões em relação ao exercício anterior, graças à possibilidade de disputar toda a temporada no Camp Nou.

Por outro lado, também aumentarão as despesas em 111 milhões de euros. Apesar deste maior custo, o Barça prevê fechar com um superavit após impostos de um milhão de euros. 

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