Reveja aqui as principais incidências da partida
Carlos Espí precisou de muito pouco tempo para mostrar que a sua contratação não era apenas uma aposta de futuro. O avançado de 21 anos participou em cinco jogos da LaLiga, todos a partir do banco, e soma dois golos em apenas 26 minutos em campo. Não foram golos para a estatística: ambos serviram para garantir vitórias que pareciam escapar-se.
A sua primeira grande aparição aconteceu frente ao Espanyol. Espí entrou aos 80 minutos e, quando a estreia na LaLiga do Real Madrid caminhava para o empate, apareceu na área para assinar o 1-2. A história repetiu-se diante do Elche: o conjunto blanco desperdiçou uma vantagem de dois golos, mas o avançado entrou na reta final e marcou, já nos descontos, o definitivo 2-3. Duas intervenções que se traduzem diretamente em quatro pontos adicionais.

O valor de Espí, no entanto, vai muito além da sua extraordinária eficácia. A sua altura, potência e capacidade para atacar cruzamentos oferecem ao Real Madrid um perfil diferente do das suas principais figuras ofensivas. Quando o adversário defende junto à sua baliza e os espaços desaparecem, o ex-jogador do Levante permite recorrer a um futebol mais direto, fixar os centrais e aumentar a presença na área.
Compreendeu também perfeitamente o papel que ocupa num plantel repleto de talento. Espí não precisa de estar constantemente em contacto com a bola nem de ter meia hora para influenciar o jogo. A sua função passa por disputar cada lance, incomodar defesas já desgastados e estar pronto para aproveitar uma segunda bola. Essa adaptação imediata explica porque é que José Mourinho encontrou nele um recurso recorrente para os minutos finais.
O Real Madrid pagou 25 milhões de euros por um avançado que tinha marcado 11 golos pelo Levante na época anterior e que chegava, à partida, para ocupar o lugar deixado por Gonzalo García. A sua contratação podia parecer secundária no mercado blanco, mas os primeiros meses já começaram a justificar o investimento. Espí assinou até junho de 2031, um sinal da confiança do clube no seu desenvolvimento.
Ainda é cedo para lhe exigir um lugar no onze ou avaliá-lo como alternativa direta a Kylian Mbappé, mas Espí já conquistou algo especialmente valioso: um papel próprio. Numa época longa, contar com um avançado disposto a aceitar poucos minutos e capaz de os transformar em golos decisivos pode acabar por fazer a diferença. Para já, o jovem atacante tornou-se no suplente mais rentável do Real Madrid.
