Florentino Pérez afasta gestão improvisada na recandidatura ao Real Madrid

Florentino Pérez, atual presidente do Real Madrid
Florentino Pérez, atual presidente do Real MadridREUTERS/Isabel Infantes

O engenheiro Florentino Pérez descartou fazer uma gestão improvisada no Real Madrid, ao apresentar a recandidatura à presidência do clube espanhol de futebol, cujas eleições antecipadas disputará perante Enrique Riquelme em junho.

“Gerir o maior clube do mundo não é algo que se possa improvisar. É preciso pensar a longo prazo e ser capaz de manter o rumo. Transformámos o Real Madrid no clube mais valioso do mundo, com as maiores receitas, a melhor reputação e a marca mais valiosa do planeta”, afirmou o dirigente, ao evocar os êxitos dos merengues nos seus mandatos, num vídeo de apresentação da candidatura divulgado nas redes sociais.

Florentino Pérez, de 79 anos, vai enfrentar o empresário Enrique Riquelme nas eleições antecipadas dos órgãos sociais do Real, que ainda não têm data marcada, numa altura em que o treinador português José Mourinho, do Benfica, tem sido associado a um eventual regresso aos merengues 13 anos depois, caso o engenheiro seja reconduzido na presidência do clube.

“O Real não pertence a nenhum presidente. Sempre foi e será vosso (dos associados), porque a grandeza não se improvisa nem se herda e o melhor clube do mundo não para”, observou, defendendo os seus 23 anos à frente dos madridistas, nos mandatos efetuados entre 2000 e 2006 e desde 2009.

Um dia antes de apresentar oficialmente o projeto eleitoral à comunicação social, Florentino Pérez enfatizou os 37 troféus futebolísticos - 17 espanhóis e 20 internacionais, incluindo sete Ligas dos Campeões - arrebatados pelo Real Madrid durante a sua presidência, além das 28 conquistas no basquetebol.

“Será o parâmetro de tudo o que está por vir: novas noites que parecerão impossíveis, mas que viveremos juntos novamente. De Figo a Mbappé, nenhum deles chegou sozinho. Foram fruto de uma visão e determinação que não podemos perder. A chegada dos melhores do mundo não será um sonho, vai continuar a ser uma realidade”, prometeu, ilustrando a remodelação do Estádio Santiago Bernabéu como a prova de que a direção dos merengues “pensa em termos de décadas e não por épocas”.

A enfrentar o momento mais conturbado da segunda etapa presidencial no Real Madrid, Florentino Pérez anunciou a convocação de eleições antecipadas há duas semanas e recandidatou-se à liderança do clube, no qual foi reconduzido sem oposição em 2025, tal como sucede desde 2009.

Na primeira passagem, e já depois de ter sido batido por Ramón Mendoza em 1995, o engenheiro derrotou o seu antecessor Lorenzo Sanz por duas vezes, em 2000 e 2004 - Arturo Baldasano também concorreu há 22 anos.

Em 2025/26, o Real encerrou a Liga no segundo lugar, com 86 pontos, a oito do bicampeão FC Barcelona, diante do qual perdeu na final da Supertaça de Espanha, na Arábia Saudita, por entre as eliminações nos oitavos da Taça do Rei, frente ao Albacete, do segundo escalão, e nos quartos da Liga dos Campeões, perante os alemães do Bayern Munique.

Os merengues fecharam uma época sem conquistas pela sexta vez no século XXI e estão sem treinador, face à saída de Álvaro Arbeloa, antigo defesa direito do clube, que foi promovido em janeiro da equipa secundária madridista para render Xabi Alonso, despedido ao fim de quase meio ano.