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Depois de ultrapassar um início de época complicado, a formação orientada por Edin Terzic encarava o duelo como uma oportunidade ideal, perante os seus adeptos, para somar quatro jogos consecutivos sem perder. Por outro lado, o seu adversário procurava evitar a terceira derrota seguida, algo que em nenhum caso iria causar alarme, já que tinha atingido os dois dígitos no seu registo de pontos. Confronto de realidades entre duas equipas que, à partida, têm objetivos distintos.

O domínio do Athletic foi constante desde o início, muito próximo daquela versão avassaladora tão característica de San Mamés. Nico Williams foi travado muito cedo com um pisão numa das várias investidas que fez pelo flanco esquerdo, enquanto a segunda aproximação de grande perigo teve origem numa perda grosseira em zona defensiva dos albiazules que Robert Navarro não conseguiu aproveitar, tendo voltado a testar Antonio Sivera antes do intervalo.
Faltava alguma clareza aos anfitriões, muito presentes no meio-campo adversário, ao contrário de um Alavés especialmente afastado da baliza defendida por Unai Simón, razão pela qual cada tentativa de contra-ataque morria de forma natural. Depois, tanto Yuri Berchiche como Johaneko Louis-Jean tentaram a sua sorte de fora da área, mas ambos pecaram na pontaria. Mais certeiro esteve Oihan Sancet, autor de um remate potente que o guarda-redes alicantino defendeu.

Terzic percebeu que não devia esperar mais para lançar Areso e, pouco depois da hora de jogo, fez mais duas alterações ao colocar Sannadi e Berenguer em campo. O ímpeto dos rojiblancos aumentou ainda mais após a passagem pelo balneário, mas continuava a não ser suficiente. Os vitorianos, por sua vez, resistiam e aceitavam o empate sem golos.
Nico, que já tinha avisado, conquistou um penálti pouco depois da lesão de Rebbach, que se esgotou a defender durante o tempo em que esteve no relvado. O internacional espanhol, muito astuto, antecipou-se a um distraído Tenaglia, que não concordou com a decisão do árbitro. Apesar dos protestos, Sancet bateu o penálti que também não se traduziu no tão desejado golo devido à sensacional defesa de Sivera, que adivinhou ao lançar-se para a sua esquerda.
Os remates potentes de Yuri aumentaram a sensação de sufoco da equipa bilbaína, que inaugurou o capítulo dos cartões após o amarelo mostrado a Iñigo Ruiz de Galarreta. A frustração foi in crescendo com o passar dos minutos e o apito final apenas confirmou esse descontentamento, ainda mais ao ver como Nico Serrano também esteve perto do 1-0 nos instantes finais de um encontro sem golos.

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