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A estreia de Óscar Sánchez no comando técnico dos ches - enquanto a direção desportiva procura um sucessor definitivo para Carlos Corberán - trouxe um Valencia mais organizado e audaz do que o habitual. A aposta no jovem Mayol para o meio-campo deu frutos logo no arranque, com os visitantes a imporem a sua pressão e a verem mesmo um golo de Arnaut Danjuma ser anulado por fora de jogo milimétrico.

Do outro lado, o Alavés de Quique Sánchez Flores demorou a reagir, mas encontrou em Ángel Pérez o principal motor ofensivo para criar perigo. O extremo fustigou a ala esquerda do Valencia, servindo Toni Martínez e Pablo Ibáñez para duas soberbas ocasiões que não encontraram o caminho das redes. No último lance do primeiro tempo, valeu uma intervenção monumental de Stole Dimitrievski a travar um golaço de vólei do próprio Ángel Pérez.
A segunda metade começou num ritmo mais pausado e calculista, até ao momento em que as substituições ditaram o rumo dos três pontos. Aos 70 minutos, Javi Guerra recuperou a bola no círculo central, arrancou num slalom formidável entre a defensiva basca e assistiu de forma milimétrica a entrada de Luis Rioja na área. O extremo, que representou o Alavés durante quatro temporadas, não perdoou frente a Sivera e rematou cruzado para o 0-1, embora a festa tenha sido ensombrada pela sua saída devido a lesão poucos minutos depois.
Até ao apito final, o Alavés ainda tentou o forcing derradeiro em busca do empate, mas a defensiva che segurou a vantagem e confirmou a primeira vitória na era pós-Corberán, impondo o segundo desaire consecutivo à formação de Vitória.

