LaLiga: Betis afunda Elche e garante bilhete para a Liga dos Campeões (2-1)

Fornals e Natan celebram o golo que deu ao Betis a qualificação para a Liga dos Campeões
Fornals e Natan celebram o golo que deu ao Betis a qualificação para a Liga dos CampeõesCRISTINA QUICLER / AFP

O Betis vai disputar a próxima edição da Liga dos Campeões. Um feito histórico, uma proeza épica de uma equipa que sofreu lesões graves de jogadores-chave, como o Isco. Mas soube reinventar-se sob o comando de um Pellegrini que vai voltar a saborear a maior competição europeia. Tudo isto aproveitando o deslize do Celta ao vencer o Elche graças aos golos de Cucho Hernández e Pablo Fornals. Os ilicitanos ainda chegaram ao empate com um golo de Fort, mas desmoronaram-se após a expulsão de Petrot no início da segunda parte.

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Numa atmosfera de euforia contida, no La Cartuja disputavam-se dois jogos: o que colocava frente a frente o Betis e o Elche, e o dos Balaídos, o Celta-Levante, que tinha começado uma hora antes. Em ambos estava em causa a Liga dos Campeões e a permanência.

Notas dos jogadores
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Sem se deixarem contagiar pelos adeptos nem se exaltarem, os comandados de Pellegrini entraram tranquilos, permitindo ao Elche dominar e ficar com a bola. Uma armadilha para os de Eder Sarabia. Assim que os verdiblancos conseguiram sair em transição, já estava o 1-0 no marcador, assinado por Cucho Hernández.

A jogada saiu tão bem que quase foi repetida, desta vez com Abde como protagonista após outra transição perigosa. Os ilicitanos, contudo, mantiveram-se fiéis à sua ideia e continuaram a atacar, usando a posse como fio condutor até Álvaro Valles, que teve de intervir para negar o golo a André Silva. Mas, tirando essa aproximação do português, o domínio era estéril. E os béticos estavam descontraídos... até que um remate feliz de Héctor Fort descreveu uma parábola que acabou por beijar as redes.

O ímpeto da partida
O ímpeto da partidaOpta by Stats Perform

Com esse inesperado 1-1, os adeptos sevilhanos mostraram o seu desagrado com o desempenho da equipa. Tentaram então assumir o controlo, mas não só não o conseguiram como começaram a deixar espaços na defesa. Chegaram mesmo a ver o Elche marcar o segundo golo... anulado por mão de André Silva. A bola bateu-lhe e beneficiou disso. Nada que evitasse a indignação dos visitantes com o árbitro nem a irritação dos adeptos locais com os seus jogadores ao intervalo.

Antes do regresso ao relvado, já se sabia que o Celta tinha perdido em casa por 2-3 frente ao Levante. O Betis podia garantir a Liga dos Campeões com uma vitória e o Elche precisava de ganhar para continuar três pontos acima da zona de descida, com menos uma jornada por disputar. Muito em jogo e uma necessidade que assentou melhor aos anfitriões, até porque Petrot fez uma entrada tão mal medida que acabou expulso aos quatro minutos da segunda parte.

A partir daí começou outro jogo, naturalmente, com um assédio bético cada vez mais intenso para garantir a cobiçada quinta posição. O golo que faltava esteve quase a ser marcado por Chust, que ao tentar aliviar acertou na trave. Para dar mais poder ofensivo à equipa, Isco entrou para o lugar de Lo Celso. A ovação foi monumental para receber o mago do Arroyo de la Miel. Mas ainda maior foi o aplauso quando Pablo Fornals disparou de pé direito e a bola entrou quase junto ao ângulo de Dituro. Um golaço de Liga dos Campeões.

A tranquilidade definitiva podia ter chegado logo a seguir, não fosse Dituro travar Abde. Mas, apesar de o campo já estar inclinado para a área do Elche, Álvaro Rodríguez, um dia depois da morte do pai, esteve perto de poder dedicar-lhe um golo. Foi um aviso de que os visitantes não baixavam os braços.

No entanto, apesar dos esforços, o Betis não deixou fugir o seu tesouro. Até Cucho desperdiçou o terceiro já nos descontos. Não precisou de o marcar para garantir um triunfo que vale um acesso direto à próxima edição da Liga dos Campeões.

Estatísticas da partida
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