O Getafe regressa à Europa sete anos depois de, sob o comando de Pepe Bordalás, ter alcançado a Europa ao terminar o campeonato em quinto lugar. Chegaram aos oitavos de final, onde foram eliminados pelo Inter.
O técnico alicantino deixou a equipa no oitavo lugar no ano seguinte e esteve uma época no Valência (2021/22), regressando ao Getafe em 2023.
O mesmo treinador conseguiu que a cidade voltasse a ver o seu nome a circular pelo Velho Continente. Um golo de Luis Milla foi decisivo para que a equipa garantisse o apuramento para a Conference depois de vencer o Osasuna. Uma época difícil, que começou com apenas 13 jogadores, em que foi necessário vender Chrisantus Uche e Omar Alderete e em que a equipa recuperou graças às contratações do mercado de inverno, numa altura em que estava à beira da descida. Destaca-se o papel de Martín Satriano e Luis Vázquez desde a sua chegada.
José Bordalás recorreu à ironia após alcançar o objetivo e ver os adeptos azulones invadirem o Coliseum no final do jogo de sábado. "Daria os parabéns, diria que Bordalás é muito bom”.
O alicantino explicou o que significa para a cidade e para o clube disputar as provas europeias. “Sem dúvida, isto é como ganhar a Champions, com tão poucos recursos, com as lesões, as ausências, o plantel no início, reduzido. É um enorme sucesso, toda a massa adepta soube reconhecê-lo, está feliz, todos estamos felizes. Há equipas que demoram 24 anos a recuperar a categoria, para um clube como o Getafe estar na Europa tem um valor enorme”.

