Depois de um verão agitado, em que foi obrigado a abdicar de várias peças e em que não chegou tudo o que o seu treinador desejava, e de um ano com altos e baixos, o Getafe está a um jogo de regressar às competições europeias.
Para garantir esse objetivo, os azulones têm de vencer o Osasuna, que chega ao Coliseum a lutar pela permanência. Assim, no sábado espera-os um duelo de máxima tensão.
O sucesso dos madrilenos assentou sobretudo na capacidade do seu treinador em tirar o máximo rendimento de jogadores que, à partida, não pareciam ter o perfil adequado para lutar por objetivos importantes na LaLiga.

Um dos guerreiros que melhor serviu o técnico do Getafe esta temporada foi Adrián Liso, um ponta-de-lança que, apesar de ter marcado apenas três golos em 27 jogos na LaLiga, ajudou a equipa a conquistar nove pontos de ouro com as suas contribuições.
Mas o segredo do jogador de Saragoça não está na eficácia à frente da baliza, pois o que Bordalás lhe pede é que dê tudo em cada pressão, e nisso é o melhor do campeonato. E não o dizemos por dizer: os dados mostram que é o jogador da sua posição que mais bolas recupera por jogo (6,55) e que mais duelos defensivos vence (4,22).
O aragonês é a referência da terceira melhor defesa da LaLiga (apenas o Barça e o Real Madrid sofreram menos golos), destacando-se como o elemento do plantel azulón com mais duelos ganhos por jogo (28,09). Também lidera nos duelos defensivos (7,08) e nos duelos aéreos (6,11); além de ser o segundo que mais pressiona (2,74 pressões defensivas por partida).

Nestas circunstâncias, o seu papel revela-se fundamental na luta por um dos lugares que dão acesso às competições europeias.
