Que bonito foi para o racinguismo que o final do jogo e a celebração do regresso à LaLiga tenham sido selados com um golo aos 90+4, da autoria de Suleiman Camara, que fixou o 4-1 final. Com esses três pontos no bolso e a notícia de que o Almería perdia em casa, a subida era matemática.
Foram 14 anos de travessia no deserto, até mesmo pela extinta 2.ªB ou pela agora chamada Primeira RFEF (terceiro escalão), que acabaram por ser recompensados por uma equipa muito regular esta época, que esteve sempre nos lugares cimeiros da classificação, líder em 30 das 40 jornadas disputadas até ao momento, raramente vacilou, nem mesmo perante alguma má fase que ameaçava voltar a afastar o sonho.
Naturalmente, grande mérito para o treinador, José Alberto López, que apostou numa ideia de futebol ofensivo que deu frutos. Daqueles técnicos pouco mediáticos, mas com uma proposta corajosa, seguida à risca por jogadores que também se destacaram com esse conceito de preferir vencer por 5-4 do que por 1-0.
O Sardinero e a sua fiel massa adepta racinguista, que nunca abandonou a equipa nos momentos mais difíceis do clube, já pode celebrar a grande festa: na época 2026/27 vão estar entre os grandes do futebol espanhol, um palco que não pisavam desde 2012.
