Recorde as incidências da partida

O sul de Madrid foi palco de um dos duelos mais intensos da jornada da LaLiga. Com a classificação extremamente equilibrada, os azulones, separados dos maiorquinos por seis pontos, lutavam por um lugar nas competições europeias. No entanto, o adversário chegava totalmente envolvido na luta pela manutenção.
As vitórias do Sevilha e do Espanyol complicaram ainda mais a situação do Maiorca, que ainda tinha de estar atento ao resultado do jogo que se disputava à mesma hora em Mendizorroza, entre um Barça já campeão e um Alavés igualmente envolvido na luta pela permanência.
Bordalás apostou em Satriano como único avançado, com Nyom no flanco direito e o estreante Damián Cáceres no meio-campo. Por sua vez, Demichelis lançou Virgili e Luvumbo nas alas, recuperou Mascarell para o centro do terreno e manteve Muriqi como referência ofensiva.
Os bermellones entraram em campo com grande agressividade. Aos cinco minutos, Virgili conduziu um contra-ataque perigoso que terminou com um passe para Luvumbo. O congolês apressou-se no remate, que saiu rasteiro, fraco e foi facilmente agarrado por Soria, sem dificuldades para o guarda-redes.
Satriano saiu a preço de saldo
A resposta do Getafe não se fez esperar. Um passe longo desviado de cabeça caiu nos pés de Nyom, que protagonizou uma das suas típicas arrancadas pela direita até entrar em zona de perigo. O lateral cruzou tenso para o segundo poste, onde Satriano finalizou sem oposição e colocou os de Bordalás em vantagem.
O Maiorca, já em desvantagem antes do quarto de hora, via-se obrigado a reagir perante um Getafe muito confortável na sua estratégia.
O jogo entrou numa fase mais confusa, embora a intenção dos mallorquinos continuasse clara: levar a bola até ao meio-campo adversário. No entanto, faltavam ideias perante um bloco local muito bem organizado.
À meia hora surgiu a melhor oportunidade para os visitantes. Muriqi cabeceou sem oposição após um canto cobrado por Virgili, mas a bola embateu na barra.
Ainda assim, os passes longos continuavam a ser um problema para a defesa visitante. Soria, ao perceber a insegurança do adversário, procurou Satriano em profundidade. Valjent, sem se entender com Leo Román, atrasou de cabeça e deixou a bola à mercê do avançado argentino, que bisou e aumentou a vantagem do Getafe. O intervalo chegou com o resultado em 2-0.
A ausência do português Samu Costa retirou fluidez ao jogo do Maiorca, que tentou mudar o rumo da partida com a entrada de Pablo Torre para o lugar de Luvumbo.
O Getafe recuou no seu próprio meio-campo, deixando muito poucos espaços a um conjunto bermellón que continuava demasiado bloqueado.
A alteração para reforçar o meio-campo não teve o efeito desejado e as constantes interrupções por faltas beneficiaram um Getafe que continuava a tirar partido de um duelo claramente moldado ao seu estilo.
Brilham as contratações de janeiro
Com os visitantes completamente desorientados, chegou o golpe final dos anfitriões. Milla, com o pé direito, cobrou um livre para o coração da área, onde outro dos reforços de inverno, Romero, saltou mais alto e bateu Leo Román, que apenas conseguiu desviar o cabeceamento.
Apesar disso, também houve boas notícias para os bermellones, já que uma jogada muito semelhante à que lhes custou o terceiro golo permitiu-lhes reduzir a desvantagem. Pablo Torre imitou Milla com um cruzamento de grande qualidade e Mascarell cabeceou de forma indefensável para Soria.
O golo sofrido não assustou um Getafe que tinha o plano perfeitamente delineado. A defesa azulona não tremeu e acabou por garantir uma vitória preciosa na luta pela Europa. O Maiorca, com as vitórias do Levante, do Sevilha e do Espanyol, e à espera do que façam equipas como o Girona, vê a sua situação complicar-se e terá de disputar uma final frente ao conjunto granota na próxima jornada.

