11 épocas na equipa principal do Athletic, 281 jogos oficiais disputados, três títulos conquistados e uma carreira marcada pela fidelidade às cores vermelhas e brancas. Estes são os números, muitas vezes frios, que Lekue deixa para já, podendo ainda somar mais alguns encontros com a camisola dos bilbaínos.
No entanto, Lekue representa muito mais para o clube de Ibaigane. Desde que se estreou aos 22 anos sob o comando de outro que também se despede, Ernesto Valverde, Lekue foi imprescindível para todos os treinadores e colegas que passaram pelo banco e pelo balneário de San Mamés.
Formado no Danok Bat, de onde saltou para o Basconia e para o Bilbao Athletic, o defesa destacou-se sobretudo pela sua polivalência, cumprindo sempre a sua missão, tanto dentro como fora do relvado.
"É a ponta de um icebergue imenso, em que o mais importante… é precisamente o que não se vê. A lealdade… a fidelidade… o companheirismo… Estar sempre ao serviço do grupo, caminhar juntos, lado a lado, sem fazer barulho. Respeito, dar antes de pedir, calar quando é preciso e lutar até ao último fôlego… e continuar", chegou a afirmar Óscar de Marcos sobre Lekue quando este se despediu do futebol.
"Tudo isto é o Athletic e tudo isto foi Iñigo Lekue no Athletic, tanto no relvado como fora dele, um futebolista fundamental num papel mais discreto que, precisamente por isso, merece sair pela porta grande, mesmo que não o peça e até lhe cause desconforto", destacou o Athletic após anunciar que a direção desportiva decidiu não renovar o contrato do jogador de Deusto, que termina a 30 de junho.

Após essa decisão, Lekue optou por terminar a sua carreira como futebolista, entrando para o grupo dos One Club Man de um Athletic onde conquistou os títulos da Supertaça 14/15 e 19/20, assim como a Taça do Rei 23/24. O lateral participou em todas essas finais.
