Oficial: Internacional português Pizzi anuncia fim de carreira aos 36 anos

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Pizzi conquistou a Liga das Nações por Portugal
Pizzi conquistou a Liga das Nações por PortugalOCTAVIO PASSOS / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

Luís Miguel Afonso Fernandes, eternizado no futebol como Pizzi, decidiu colocar um ponto final na sua carreira de jogador profissional no final desta temporada, aos 36 anos, devido a dores crónicas na anca. O médio transmontano, que esta época representou o Estoril Praia, despede-se dos relvados com um currículo invejável e como uma das figuras mais influentes do futebol português na última década.

Com passagens por clubes como Atlético de Madrid, Espanhol e SC Braga, foi no Benfica que Pizzi atingiu o estatuto de lenda do clube. Durante quase uma década de águia ao peito, foi peça fulcral na conquista do tetracampeonato, destacando-se pela inteligência de jogo e por números de golo e assistência invulgares para um médio - com destaque para a época 2019/20, onde somou uns impressionantes 30 golos e 19 assistências.

"Vou retirar-me como jogador profissional de futebol. Não foi uma decisão fácil, foi talvez a mais difícil da minha carreira. Infelizmente, há seis anos que jogo com dores intensas na anca e apesar de ter feito vários tratamentos, esta é uma condição que me impede de ser o Pizzi que todos conhecemos. Ainda assim, estive sempre disponível para ajudar todos os clubes por onde passei. (...) Hoje sento-me aqui com o coração apertado, mas com enorme sentimento de gratidão", começou por dizer num vídeo publicado nas redes sociais.

Pela seleção nacional, Pizzi somou 17 internacionalizações e marcou 3 golos, fazendo parte da geração que conquistou a Liga das Nações em 2019. Depois de aventuras no estrangeiro (Turquia, Emirados e Chipre) e de um regresso ao Minho, o maestro termina a caminhada na Amoreira, deixando para trás um rasto de classe e títulos.

O último jogo de uma carreira recheada será precisamente contra o Benfica.

"O meu último jogo será contra o Benfica. Conto com o vosso apoio uma última vez. Este jogo tem um significado tão especial para mim. Despeço-me dos relvados, mas não do futebol, porque o futebol continuará sempre a fazer parte da minha vida. Muito obrigado e até já", finalizou o médio.

Um museu recheado: Do tetra à glória europeia

Ao pendurar as botas, Pizzi deixa para trás uma vitrina de troféus que poucos podem ambicionar. No plano internacional, o médio conta com dois títulos de peso: a Liga Europa (2011/12), conquistada ao serviço do Atlético de Madrid, e a Liga das Nações (2018/19), onde fez parte da armada lusa que levantou o troféu no Porto.

Pizzi celebra a conquista da Liga Europa ao lado de Radamel Falcao
Pizzi celebra a conquista da Liga Europa ao lado de Radamel FalcaoMICHAEL REGAN / GETTY IMAGES SPORT CLASSIC / GETTY IMAGES VIA AFP

Internamente, o seu domínio foi avassalador, somando 11 títulos nacionais. O grande destaque vai para os quatro campeonatos nacionais vencidos pelo Benfica, sendo uma das figuras centrais do histórico tetra das águias. A estes juntam-se uma Taça de Portugal, três Supertaças e três Taças da Liga — a última das quais já em 2023/24, no seu regresso ao SC Braga.

O reconhecimento individual: O rei de 2016/17

Mais do que os títulos coletivos, a regularidade de Pizzi ao mais alto nível foi validada por sucessivas distinções individuais. O seu ano de ouro foi 2016/17, época em que foi eleito o Melhor Jogador da Liga Portuguesa, depois de um desempenho assombroso que guiou o Benfica ao título.

Especialista em momentos de forma fulgurantes, foi por seis vezes considerado o Jogador do Mês e três vezes o Médio do Mês no campeonato nacional. A sua veia goleadora também atravessou fronteiras, culminando com o prémio partilhado de melhor marcador da Liga Europa em 2020/21, prova onde demonstrou que o seu raio de ação ia muito além da simples organização de jogo.

As últimas temporadas de Pizzi
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