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Liga dos Campeões: Rodrigo Riquelme com prova de fogo no Betis

Rodrigo Riquelme ao serviço do Betis
Rodrigo Riquelme ao serviço do BetisJOSE BRETON / NURPHOTO VIA AFP

Capaz de atuar em todas as posições do meio-campo, Rodrigo Riquelme não viveu a época da confirmação depois de ter vestido por duas vezes a camisola da Roja em 2024. Saiu do Atlético no verão de 2025, começou em grande no Betis antes de ser relegado por Manuel Pellegrini. Será igual esta época, agora que os Verdiblancos regressam à Liga dos Campeões, competição que já disputou pelos Colchoneros?

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Rodrigo Riquelme chegou ao Betis com uma reputação promissora que lhe permitiu tornar-se internacional espanhol (2 internacionalizações) em 2024, sem nunca se afirmar como peça-chave para Diego Simeone. Oito milhões de euros por um jogador assim, só faltava mesmo o laço para embrulhar o presente. 

Formado nos Colchoneros, Roro foi emprestado por três vezes: ao Bournemouth no Championship, ao Mirandés na LaLiga 2 e ao Girona na LaLiga. Depois desta passagem pela Catalunha (4 golos, 4 assistências em 34 jogos da Liga), o médio regressou aos Indios já com outro estatuto, confirmado em campo: 34 jogos, 17 como titular, 3 golos, 5 assistências. 

Os últimos anos de Rodrigo Riquelme
Os últimos anos de Rodrigo RiquelmeFlashscore

O salto? Não propriamente. O seu tempo de jogo reduziu-se drasticamente em 2024/25, com apenas 4 titularidades em 16 presenças no campeonato. O motivo? Diego Simeone passou a vê-lo progressivamente como extremo direito, preferindo depois a presença de Conor Gallagher nessa posição. Mais defensivo do que Roro, era mais valorizado pelo argentino. Aos 25 anos, o espanhol foi assim empurrado para a saída e rumou a Heliópolis. 

O início foi perfeito: Riquelme somou 5 titularidades consecutivas na LaLiga. No entanto, só teria mais duas, a última a 15 de dezembro no relvado do Rayo (0-0). Na Liga Europa, o cenário repetiu-se e, na fase a eliminar, jogou apenas 35 minutos em 4 partidas.

Com apenas uma presença no onze inicial em janeiro frente ao Elche nos oitavos de final da Taça do Rei, Riquelme estava encostado às cordas. Mas a ausência de Abde Ezzalzouli, lesionado no joelho, abriu-lhe espaço na ala esquerda do 4x2x3x1 de Manuel Pellegrini. Marcou logo de início frente à Real Sociedad (1-0) e destacou-se no descalabro diante do Levante (5-2), com uma nota de 8,1 no Flashscore. 

As exibições de Rodrigo Riquelme
As exibições de Rodrigo RiquelmeFlashscore

Insuficiente, contudo, para ser titular frente ao Real Madrid. O regresso de Isco após vários meses de lesão na época passada e o reposicionamento à esquerda de Pablo Fornals, o melhor jogador do Betis na última temporada, empurraram-no para o banco. O resultado deu razão ao seu treinador, o que não é propriamente um bom sinal antes do arranque da campanha na Liga dos Campeões. 

A menos que Pellegrini queira recuá-lo no terreno. Afinal, Simeone utilizou-o um pouco por todo o campo na sua melhor época. Mas, entre Marc Roca, que passou pelo Bayern, e Facundo Bernal, contratado este verão ao Fluminense por 10,5M€, é difícil vê-lo impor-se para já. 

No entanto, ainda tem tudo para dar e provar. Ao serviço da equipa, a sua qualidade de passe e capacidade de romper podem desbloquear jogos. Um trunfo que os Béticos não deveriam desperdiçar na Liga dos Campeões. Além disso, a experiência do jogador na competição será sempre uma mais-valia. Nomeado "homem do jogo" frente ao Feyenoord em novembro de 2023 (3-1), destacou-se defensivamente e nas transições, sendo uma ameaça constante no um-contra-um. E se voltasse a ser assim este ano?

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