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Marítimo responde às críticas ao relvado: "Não pintou, nem nunca o fará"

Estádio dos Barreiros esteve no centro da polémica
Estádio dos Barreiros esteve no centro da polémicaCS Marítimo

Através de um extenso comunicado, o emblema insular respondeu às críticas que surgiram ao relvado no decorrer do jogo com o Benfica, da quinta jornada da Liga Portugal. Garantiu estar a trabalhar para melhorar o tapete do Estádio dos Barreiros.

O duelo entre o Marítimo e o Benfica, da quinta jornada da Liga Portugal, ficou marcado por uma polémica com o relvado do Estádio dos Barreiros. Situação que motivou uma resposta por parte do emblema insular.

Num extenso comunicado, o clube madeirense assume problemas com o tapete verde do estádio e que está a trabalhar para os corrigir, mas rebate aquilo que considerou ser “desinformação”.

Na semana passada, alguns comentadores e jornalistas afirmaram publicamente que o Marítimo tinha pintado o relvado de verde para disfarçar as suas imperfeições. É falso. É totalmente falso, e o Clube afirma-o de forma categórica: o Marítimo não pintou o relvado do Estádio, nem nunca o fará. O dia do jogo chegou e a verdade ficou à vista de todos. No entanto, até ao momento, o Clube não registou qualquer correção pública, retratação ou pedido de desculpas relativamente a essa informação. O tema, simplesmente, desapareceu, como se difamar um clube centenário não tivesse consequência alguma”, pode ler-se.

Recorde-se que o Marítimo perdeu por 0-3 com o Benfica, naquela que foi a primeira derrota caseiro neste regresso ao principal escalão.

Confira o comunicado na íntegra:

Comecemos pelo essencial: ninguém está mais preocupado com o estado do relvado do Estádio do Marítimo do que o próprio Marítimo. E é precisamente por isso, e pela defesa intransigente do bom nome e dos interesses do Clube, que a Direção entende dever esclarecer aquilo que tem sido feito para resolver o problema, as razões que levaram à situação atual e as medidas já em curso.

Em primeiro lugar, importa explicar uma condicionante decisiva. No decorrer da época passada, o Marítimo manifestou formalmente interesse em renovar o protocolo com o Governo Regional para a utilização do Complexo Desportivo da Ribeira Brava, o local onde a equipa profissional deve treinar diariamente, e iniciou de imediato as diligências necessárias. Esse contrato, que contempla a renovação dos relvados daquela infraestrutura, encontra-se há algum tempo em análise na Sociedade Ponta Oeste, entidade que gere o espaço, e continua por assinar. Sem a Ribeira Brava em plenas condições, o Marítimo viu-se obrigado a repartir os treinos entre o Complexo de Santo António, já de si sobrecarregado por acolher também a equipa de futebol feminino e a equipa de sub-23, e o Estádio do Marítimo, o que, como é evidente, sobrecarregou um relvado que deveria estar reservado à competição. O Clube, logo após a jornada 3, tomou a decisão de suspender totalmente os treinos no Estádio do Marítimo, mesmo sabendo que o relvado do complexo não se encontra nas melhores condições e que o contrato com a Sociedade Ponta Oeste permanece à espera de assinatura. Fê-lo porque a prioridade é dar ao relvado do Estádio o tempo de que precisa para recuperar. Essa recuperação, num contexto de calor e humidade elevados como o que a Madeira atravessa nesta altura do ano, exige naturalmente tempo, por mais cuidado que exista.

Em segundo lugar, a manutenção do relvado. A empresa que assegurava este serviço não conseguiu garantir as condições exigidas pela Direção, pelo que o contrato não foi renovado. Desde 1 de junho de 2026, a manutenção está entregue a uma nova empresa.

Em terceiro lugar, o Marítimo não ficou à espera. O Clube solicitou a intervenção da Liga Portugal e está, neste momento, a trabalhar em articulação com os seus serviços técnicos numa intervenção no relvado do Estádio. Trata-se de um trabalho já em curso, mas que, pelas razões já expostas, não produz resultados de um dia para o outro.

No entanto, apesar de todos os esforços que o Marítimo está a fazer para a recuperação do relvado, a crítica fundamentada e informada é completamente legítima e o Clube aceita-a e respeita-a. Diferente é a divulgação de informações falsas ou não verificadas, sobretudo quando poderiam ter sido facilmente esclarecidas junto do Marítimo.

Na semana passada, alguns comentadores e jornalistas afirmaram publicamente que o Marítimo tinha pintado o relvado de verde para disfarçar as suas imperfeições. É falso. É totalmente falso, e o Clube afirma-o de forma categórica: o Marítimo não pintou o relvado do Estádio, nem nunca o fará. O dia do jogo chegou e a verdade ficou à vista de todos. No entanto, até ao momento, o Clube não registou qualquer correção pública, retratação ou pedido de desculpas relativamente a essa informação. O tema, simplesmente, desapareceu, como se difamar um clube centenário não tivesse consequência alguma.

E não ficou por aí. Nas redes sociais circularam, apresentadas como atuais, imagens do relvado do Estádio do Marítimo com cinco anos, captadas em 2021. Fez-se passar por retrato do presente aquilo que pertence ao passado, com um único propósito: criar uma perceção pública sobre o estado do relvado que não correspondia à realidade. Isto não é crítica, nem opinião, nem jornalismo. É desinformação, pura e simples.

O Marítimo respeita profundamente o jornalismo e o comentário desportivo, e aceita, como sempre aceitou, todas as críticas legítimas, informadas e fundamentadas. Criticar é legítimo. Mentir não é. O jornalismo é uma profissão com deveres e com responsabilidade, como qualquer outra, e quem erra publicamente, causando dano público, tem de responder por isso, exatamente como responderia um profissional de qualquer outra área. Não pode valer tudo.

Assim, perante a gravidade das afirmações produzidas por alguns comentadores e jornalistas, em particular no que respeita à falsa acusação de que o Marítimo pintou o relvado do estádio, o Club Sport Marítimo informa que decidiu entregar o assunto aos seus serviços jurídicos para adoção das diligências consideradas adequadas. Da mesma forma, o Clube está a recolher e a preservar toda a prova relativa à divulgação de imagens antigas do relvado apresentadas como atuais, e agirá judicialmente contra os seus autores, na medida em que venham a ser identificados.

Uma última nota. Muito se disse, nestas semanas, que o estado do relvado do Estádio do Marítimo não valoriza o produto do futebol português. O Marítimo, que trabalha diariamente, com meios próprios e em articulação com a Liga Portugal, para resolver um problema cujas causas aqui ficaram demonstradas, pergunta: o que desvaloriza verdadeiramente o produto? Um clube que tudo faz para resolver as condicionantes que lhe são criadas, ou um clima permanente de desinformação, guerrilha e difamação, feito de mentiras ditas em televisão e de imagens com cinco anos exibidas como atuais, sem que nada aconteça a quem as produz e difunde? A resposta parece-nos evidente.

O Club Sport Marítimo tudo fez, tudo tem feito e tudo continuará a fazer para que o relvado do Estádio do Marítimo esteja à altura da sua história e dos seus Sócios e adeptos.