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Dirigentes do Marselha assumem que clube não pode contratar reforços

Stéphane Richard, presidente do Marselha, em conferência de imprensa
Stéphane Richard, presidente do Marselha, em conferência de imprensaCLEMENT MAHOUDEAU / AFP

O presidente do Marselha, Stéphane Richard, e o seu diretor desportivo, Grégory Lorenzi, explicaram ambos esta sexta-feira que o clube marselhês não pode contratar novos jogadores enquanto não atingir os objetivos definidos pela DNCG.

Perante pesadas perdas (105 milhões de euros na época 2024-2025), o Marselha foi sancionado e colocado sob controlo este verão, tanto pela UEFA como pela DNCG, a entidade que supervisiona as finanças dos clubes profissionais.

Desde o início do mercado de transferências, o Marselha já se despediu de vários jogadores importantes (Mason Greenwood, Pierre-Emerick Aubameyang, Geronimo Rulli, Facundo Medina, Hamed Traoré...), mas ainda não registou qualquer reforço.

"Temos um objetivo para a massa salarial. Esse objetivo foi apresentado e validado pela DNCG. Enquanto não estivermos perto desse objetivo, não podemos contratar", declarou Stéphane Richard à margem do sorteio da Liga Europa, no Mónaco.

"Não é por falta de vontade de contratar. Eu próprio ficaria muito satisfeito por contratar. Não o posso fazer porque a mecânica da DNCG obriga-nos primeiro a reduzir efetivamente a massa salarial numa determinada proporção", insistiu o novo presidente do Marselha.

Também questionado na zona mista no Mónaco, Grégory Lorenzi reconheceu, por sua vez, que é possível que o Marselha não contrate nenhum jogador este verão.

"É possível, sim, inevitavelmente. Não é uma decisão nossa. Mas está relacionado com a situação, pois se não encontrarmos argumentos para convencer a DNCG, pode não haver qualquer reforço", admitiu.

"Faltam alguns dias e muita coisa pode acontecer", acrescentou ainda, explicando, tal como Richard, que o Marselha procura renegociar os salários de alguns jogadores.

"Como é que podemos reduzir a massa salarial? Fazendo sair jogadores com salários elevados, mas também procurando outras soluções", afirmou Richard.

"Por exemplo, e temos tido conversas bastante encorajadoras nesse sentido, alguns jogadores do plantel que gostaríamos de manter estão dispostos a fazer sacrifícios, a fazer um esforço, a baixar o seu salário, a diluí-lo, o que também nos pode permitir atingir esse objetivo", concluiu.

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