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Ligue 1: Hugo Oliveira goleado em Marselha na estreia como treinador do Estrasburgo (4-0)

Amine Gouiri e o Marselha entram a todo o gás
Amine Gouiri e o Marselha entram a todo o gásPASCAL POCHARD-CASABIANCA / AFP

Um cartão vermelho e um penálti oferecido. O Estrasburgo teve uma noite para esquecer e o técnico português Hugo Oliveira entrou da pior maneira na Ligue 1, ao ser goleado pelo Marselha, por 4-0, na partida que marcou o arranque do campeonato em França.

Recorde as incidências do encontro

Era o momento aguardado por muitos adeptos: o regresso da Ligue 1. E, para abrir, o Olympique de Marselha, no meio de mais um verão agitado, mas que não podia de forma alguma perder em casa logo à primeira. Ainda assim, o Estrasburgo queria claramente assumir o papel de desestabilizador, mesmo com um plantel cuidadosamente renovado durante a pré-época, agora sob orientação de Hugo Oliveira, antigo técnico do Famalicão.

Onzes das duas equipas
Onzes das duas equipasFlashscore

Naturalmente, num Vélodrome em ebulição, os marselheses começaram logo a pressionar. Só que o golo inaugural quase foi do Estrasburgo, quando CJ Egan-Riley tirou um golo certo a Sékou Mara após um cruzamento traiçoeiro de Samuel Amo-Ameyaw (7'). Logo a seguir, Angel Gomes atirou rente ao poste: o jogo estava lançado. 

Mas, depois deste bom início, e apesar da vontade do árbitro em deixar jogar, o jogo caiu numa certa monotonia. Houve uma grande ocasião para o Marselha (18'), mas resultou de um lance confuso. A equipa da casa continuava a dominar, multiplicava os remates, mas faltava-lhe claramente precisão.

E, inevitavelmente, o Estrasburgo começou a aparecer, numa arrancada de Gessime Yassine pela esquerda, travada por Jeffrey De Lange (32'). O Marselha não baixava os braços, mantinha o controlo e voltou a crescer no final da primeira parte, quando Amine Harit obrigou Filip Jorgensen a intervir (43'). Mas, ao intervalo, o 0-0 sabia a pouco.

O suicídio do Estrasburgo

No segundo tempo, bastaram alguns segundos ao Marselha para incendiar o Vélodrome no regresso dos balneários. Igor Paixão deixou o adversário para trás e serviu Angel Gomes, que ofereceu o golo a Amine Gouiri. Tudo isto perante uma defesa do Estrasburgo ainda a dormir nos balneários. 

Atordoado, o Estrasburgo sofria as investidas do Marselha sem resposta e preparava-se para mexer cedo no banco. Foi então que o VAR teve de intervir ao detetar um gesto feio de Samir El Mourabet sobre Pierre-Emile Højbjerg. Cartão vermelho e a noite de Hugo Oliveira descambava para o desastre. 

E para quem ainda duvidava, Guéla Doué tratou de confirmar o pesadelo ao cometer uma falta perfeitamente evitável sobre Paixão. Gouiri não desperdiçou e bisou de penálti (68'), e o jogo parecia resolvido. Esta perceção tornou-se realidade quando o ritmo caiu drasticamente, entre as substituições, a vontade do Marselha de esconder a bola e a impotência dos alsacianos.

Ímpeto ofensivo
Ímpeto ofensivoFlashscore

E já perto do fim, ainda houve espaço para uma bela história: mal tinha entrado em campo, Keyliane Abdallah arriscou o remate e foi recompensado com o seu primeiro golo na Ligue 1, num belo disparo. 

E como se ainda não bastasse, Højbjerg transformou a derrota em humilhação com um remate de fora da área, levando o Estrasburgo a beber o cálice até à última gota. Vitória 4-0 do Marselha, um belo presente de Natal em agosto oferecido pelos jogadores do Estrasburgo. Nada a aproveitar deste jogo para Hugo Oliveira. Quanto aos marselheses, a época começa bem. Falta saber se o final do mercado será bem gerido, para não desmantelar uma equipa que, para já, está a ganhar.

Estatísticas da partida
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