Exclusivo com Andrija Bulatovic: "Florian Thauvin é mágico"

Andrija Bulatovic após a vitória do Lens frente ao Toulouse na Ligue 1
Andrija Bulatovic após a vitória do Lens frente ao Toulouse na Ligue 1JEAN CATUFFE / DPPI VIA AFP

Na sua primeira experiência fora do país, Andrija Bulatovic está a realizar uma época encorajadora, destacando-se com uma assistência decisiva frente ao Toulouse nos descontos no último fim de semana. Mesmo antes de assinar, o internacional montenegrino já conhecia bem o Lens, pois o seu primo, Anto Drobnjak, foi campeão de França com os Sang-et-Or em 1998.

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- Acabaram de se qualificar para a final da Taça de França, já recuperaram das emoções?

- É uma sensação incrível, estou muito feliz pela equipa e também por mim.

- Como avalia a sua primeira época no Lens?

- Sinto-me muito bem, toda a equipa e todo o staff receberam-me de braços abertos. É a minha primeira temporada, já disputei 20 jogos, é um bom começo e espero jogar ainda mais no futuro. Trabalho ao máximo todos os dias para terminar em grande.

- O que acha da Ligue 1?

- O ritmo é muito elevado e é bastante físico. É um campeonato de grande qualidade. Na época passada jogava no Montenegro, num campeonato que aposta nos jovens mas é menos exigente. As minhas sensações são muito positivas: grandes equipas, grandes estádios e o Lens tem ambos. Sem falar da La Gaillette, com excelentes campos de treino. Além disso, as pessoas aqui são muito simpáticas, tal como no Montenegro, com a mesma mentalidade. A minha adaptação correu muito bem.

- O Lens aposta nos jovens mas o balneário também conta com jogadores experientes. A mistura foi fácil de conseguir?

- Falo com toda a gente e é verdade que jogadores como o Florian Sotoca, o Florian Thauvin e o Adrien Thomasson ajudam muito. Converso bastante com o "Flotov" e com o Allan Saint-Maximin, mas também com os mais jovens como eu. Sou muito próximo do Nidal Celik, que tem a mesma idade que eu e, além disso, falamos a mesma língua.

- É importante ter um colega de equipa que partilha praticamente a mesma cultura, sobretudo quando se começa no estrangeiro?

- Durante muito tempo, pertencíamos todos ao mesmo país. O Montenegro e a Bósnia-Herzegovina são agora dois países distintos, mas somos da mesma geração, o que nos aproxima. O Nidal jogou muito pela equipa de reservas antes de ter minutos na Ligue 1. Manteve-se focado, trabalhou muito. O Pierre Sage deu-lhe a oportunidade e ele soube aproveitá-la porque está a jogar muito bem.

- O vosso treinador é conhecido por apostar nos jovens jogadores, transmitindo-lhes muita confiança. Confirma isso?

- Para mim, o Pierre Sage é um excelente treinador para jovens jogadores, um dos melhores da Ligue 1. Falo quase todos os dias com o treinador e devo dizer que, acima de tudo, é uma pessoa fantástica, antes mesmo de falar do seu trabalho como técnico. O mesmo se aplica a todo o staff.

Os números de Bulatovic
Os números de BulatovicFlashscore

- O Florian Thauvin é provavelmente a melhor contratação do campeonato. Conviver com um campeão do mundo é uma mais-valia para quem está a começar a carreira como você?

- O Florian é uma excelente pessoa e, claro, um grande jogador que conquistou o Mundial. Depois da passagem pela Udinese, já foi eleito melhor jogador do mês por três vezes esta época. Para mim, o Florian Thauvin é mágico! Um dos melhores jogadores da Ligue 1 esta temporada.

- Depois da derrota frente ao Lyon (0-2), o PSG perdeu algum terreno em relação ao Lens. E o seu canto decisivo nos descontos foi fundamental para vencer o Toulouse (3-2).

- O Lens e o PSG estão a disputar o título, mas ainda há esse grande duelo pela frente e temos também a final da Taça de França para jogar. Ainda falta muito, por isso vamos ver o que acontece.

- Tem consciência de que está a escrever a história do clube, precisamente no ano dos 120 anos?

- E 28 anos depois do único título de campeão de França! Isso diz-me muito porque o meu primo é o Anto Drobnjak. Ele fazia parte dessa equipa, mas perdeu a final da Taça frente ao PSG por 2-1. Por isso, espero conseguir fazê-lo (sorri).

- O seu pai também foi jogador profissional. Isso é importante para evoluir mais depressa?

- O meu pai foi jogador e treinador e, sem dúvida, é muito importante para a minha carreira, mas antes de tudo ensinou-me a ser uma boa pessoa antes de falar de futebol. E o Anto foi um jogador icónico no Lens, mas também no Bastia. Era um avançado de grande qualidade.

- Pergunta difícil para terminar: prefere o Mirko Vucinic ou o Stevan Jovetic?

- (Risos) Não é fácil porque o Mirko é o meu selecionador e o Stevan é meu colega de equipa. Muito difícil... Fico com uma mistura dos dois (risos).