Liga Conferência: Rayo Vallecano domina AEK, de Filipe Relvas, e fica perto das meias (3-0)

Unai López celebra o segundo golo do Rayo frente ao AEK
Unai López celebra o segundo golo do Rayo frente ao AEKREUTERS/Gonzalo Fuentes

Tarde europeia mágica para o Rayo Vallecano. Uma daquelas que, aconteça o que acontecer em Atenas, nunca será esquecida no bairro. Os madrilenos venceram o AEK na primeira mão dos quartos de final da Liga Conferência, mostrando de tudo: desde jogar bem com bola até saber sofrer nos momentos mais complicados sem ela, para depois voltar a ameaçar a baliza grega. E tudo isto com uma eficácia notável, com três golos – de Ilyas Akhomach, Unai López e Isi, este de penálti – que deixam a meia-final mais próxima.

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Vallecas já estava em festa antes do apito inicial e prolongou a celebração muito para lá do final. Tudo começou com um golo de Ilyas Akhomach antes de se cumprirem dois minutos. O extremo rematou de forma enrolada a um cruzamento de Álvaro García, surpreendendo Strakosha e fazendo o 1-0. Não havia melhor forma de iniciar uma eliminatória que se previa equilibrada, tendo em conta o percurso de ambas as equipas nesta edição da Liga Conferência.

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O AEK sentiu o golo, permitindo aos anfitriões dominar à vontade e chegar com facilidade à sua área. Apesar de Jovic, o antigo jogador do Benfica, ter ameaçado com um remate que resultou em canto, os jogadores do Rayo continuavam a desfrutar. Ratiu explorava o flanco direito, Álvaro criava perigo pela esquerda e até as bolas paradas estavam a funcionar. Lejeune, com um toque de calcanhar genial, chegou a festejar o segundo golo após um canto, mas foi anulado. A posição de Unai López, em fora de jogo, tapou claramente a visão do guarda-redes no momento do remate.

Essa jogada acordou definitivamente os gregos, que só não empataram graças a Batalla. O remate de Filipe Relvas foi travado pelo guarda-redes em cima da linha, e na recarga Chavarría afastou para canto. Foi o primeiro grande susto para os espanhóis. O segundo surgiu num lance em que Koita, isolado, escorregou quando se preparava para finalizar frente ao argentino, acabando por colidir perigosamente com ele. 

O Rayo recompôs-se e encontrou forma de sacudir a pressão, voltando a aproximar-se da baliza grega. Ratiu e Álvaro estiveram perto de voltar a marcar. Koita também podia ter feito o golo, mas mais uma vez Chavarría apareceu no momento certo. Já nos descontos da primeira parte, um lance de Ilyas foi defendido por Strakosha e Unai López, bem posicionado, aproveitou a recarga para fixar, desta vez sim, o 2-0 com que se chegou ao intervalo.

O AEK reorganizou-se no balneário. Regressou com outra intensidade e encostou um Rayo desconfortável sem bola. Koita liderou o ataque. Iñigo Pérez reagiu rapidamente, tirando os dois autores dos golos e lançando Alemão e Pedro Díaz. A reestruturação foi um trunfo. A primeira oportunidade do avançado brasileiro quase deu golo.

Esse momento marcou o ponto de viragem, pois os de Vallecas voltaram a ameaçar a baliza grega. E num remate de Pacha Espino, Rota tentou desviar a bola com as mãos ao cair. Apanhado pelo VAR, o penálti foi convertido por Isi Palazón, que fez o 3-0.

Entre a euforia do novo golo e a frescura trazida pelas substituições, os jogadores do Rayo seguraram o resultado sem dificuldades. Uma vantagem confortável para enfrentar o inferno que certamente os espera na segunda mão em Atenas. Seja como for, com três golos, tudo se vê de outra forma.

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