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Bélgica é o primeiro grande desafio da era Zidane em França

Zidane, selecionador de França
Zidane, selecionador de FrançaREUTERS/Murad Sezer

Apenas três dias depois de uma estreia bem-sucedida na Turquia, Zinédine Zidane, privado do seu maior trunfo, Kylian Mbappé, vai enfrentar o primeiro grande teste à frente da seleção francesa diante da Bélgica, esta segunda-feira, em Bruxelas.

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Com este segundo compromisso na Liga das Nações, o grau de dificuldade vai subir para os Bleus e para o seu novo selecionador. Se o obstáculo turco foi ultrapassado com alguma facilidade na sexta-feira, apesar de uma exibição irregular (1-0), agora será um adversário de outro calibre, o mais duro do Grupo A, a atravessar-se no caminho da equipa. É uma oportunidade para "Zizou" perceber realmente aquilo de que os seus jogadores são capazes e fazer um diagnóstico mais preciso do trabalho que tem pela frente.

Os Diabos Vermelhos, eliminados tal como a França pelos futuros campeões mundiais espanhóis no Mundial (2-1), também iniciaram um novo ciclo com a saída de Rudi Garcia e a chegada ao comando do antigo médio neerlandês Mark van Bommel. Vencedores em Itália (2-0), têm argumentos fortes para apresentar diante de uma França que ainda está a assimilar os princípios do recém-chegado sucessor de Didier Deschamps, além de ter de lidar com a ausência de um jogador fora de série e, por definição, insubstituível.

Sem Mbappé, haverá inevitavelmente um grande vazio para preencher num onze inicial que deverá sofrer algumas alterações, como Zidane indicou no domingo, em conferência de imprensa.

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O capitão, que sofreu um problema no joelho esquerdo depois de marcar em Izmit o seu 12.º golo do ano pela seleção, regressou a Madrid e foi dado como indisponível para os três próximos jogos internacionais, disputados ao longo de uma semana (deslocação à Bélgica na segunda-feira e receções à Itália e à Bélgica, a 2 e 5 de outubro, no Stade de France). É um duro golpe para Zidane, que pretendia aproveitar o seu primeiro estágio para aperfeiçoar uma dinâmica ofensiva inédita, com o reposicionamento do seu avançado-estrela no lado esquerdo.

Terá, por isso, de improvisar, sem deixar de ser fiel ao sistema 4-3-3 que pretende implementar. Na ausência do melhor marcador de sempre da seleção francesa (67 golos em 107 jogos), Ousmane Dembélé, um dos vice-capitães, parecia ser o favorito para assumir a liderança do ataque. Mas o vencedor da Bola de Ouro foi substituído por Désiré Doué na posição de avançado durante o treino tático de domingo, com o jogador do Paris Saint-Germain a atuar ao lado de Michael Olise e de Bradley Barcola.

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O mistério Dembélé

Zidane vai mesmo prescindir de Dembélé no pontapé de saída? Apesar de ter passado despercebido na Turquia, o avançado parecia logicamente destinado a liderar uma equipa órfã da sua superestrela.

Antes do treino da véspera do jogo, o selecionador não poupou, ainda assim, nos elogios a "Dembouz", que finalmente teve no Mundial-2026 uma fase final digna do seu estatuto com a camisola azul (6 golos).

"Ele tem esse papel (de capitão) mesmo quando não o é. Isso sente-se pelo número de internacionalizações, pela experiência, por aquilo que fez e pelo que está a fazer. É um bom rapaz. É preciso aproveitar a sua experiência. Ousmane tem realmente um volume de jogo muito interessante. Tem um dispêndio de energia incrível", explicou Zidane, acrescentando que o avançado do PSG tinha capacidade física para disputar a totalidade dos quatro jogos previstos para este início de outono.

Para lá do mistério Dembélé, será a defesa francesa a estar sob os holofotes diante de um ataque belga temível, com vários jogadores de qualidade (Charles De Ketelaere, Dodi Lukebakio, Mika Godts, Diego Moreira, Loïs Openda), apesar da ausência de Jérémy Doku, sem esquecer o médio do Manchester United Youri Tielemans e os eternos Kevin De Bruyne (35 anos) e Romelu Lukaku (33 anos) como reforços. Pouco incomodada na sexta-feira, a defesa gaulesa deverá passar por alguns sobressaltos no Estádio Rei Balduíno.

"É uma equipa muito boa. Fez um Mundial muito, muito bom, tem grandes individualidades e um forte colectivo. Sabemos que teremos um jogo difícil", considerou Zidane. O duelo na Bélgica surge, assim, no momento certo para servir de indicador às ambições do novo líder dos Bleus.

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