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Ritual de integração: "A chegada correu muito bem, Barthez foi a primeira pessoa que vi, depois fui vendo os jogadores a chegar aos poucos, os antigos jogadores do Lyon com quem fui formado e depois alguns ex-jogadores do Rennes. Quanto à canção, tudo foi controlado e correu muito bem para mim."
Os momentos de França que o marcaram: "Em 1998, ainda não tinha nascido. 2006 são as primeiras memórias que tenho, bastante dolorosas, por sinal. A final do Mundial-2018, que vivi na praça Bellecour em Lyon e que celebrei já muito tarde. Mais recentemente, a derrota na final do Mundial-2022, que me custou muito. Mas diria que sou um filho do Mundial-2018."
Treinar com Zidane: "A primeira sessão correu muito bem, mostrou que ainda tem muita qualidade. O que pode haver de melhor do que receber passes do Zidane? É um sonho tornado realidade, mas quero ser protagonista neste estágio. Tudo correu muito bem, qualquer stress ou pressão desapareceu rapidamente."
Bola de Ouro: "Tudo o que posso desejar é que um francês a conquiste. E que possamos festejar juntos. Que isso mostre que os franceses estão no topo e que temos os melhores jogadores do futebol atual."
Um objetivo alcançável: "No final da época passada da Ligue 1, ao terminar como melhor marcador. Disse para mim próprio que ser o melhor marcador de um dos cinco principais campeonatos não era algo banal. E aqui estamos, alguns meses depois."
Importância do seu pai: "Quando se tem um pai que conheceu o futebol de alto nível, que até podia ter chegado à França mas não conseguiu, penso que algo se transmitiu entre nós desde muito cedo e ele assumiu o papel de me acompanhar o máximo possível. No fim, acho que as coisas correram bastante bem. Perdi-o em 2020, a carreira dele terminou aos 24 anos, foi a idade em que a minha começou. Foi uma espécie de passagem de testemunho, há uma história por terminar e este é um bom caminho para que tudo aconteça como desejo. Agora que já cá não está, é o meu motor diário, é isso que me move. É daí que vem toda esta força desde 2020."
Primeira convocatória: "Saboreámos esse momento. Estávamos juntos com os jogadores do Stade Rennais na Eslovénia, foi incrível, um momento inesquecível na minha vida. O que mais me impressionou aqui foi ver o galo com as duas estrelas. É a imagem mais marcante da minha chegada. Que orgulho poder usar este emblema com o duplo título de campeão do mundo. Fui descobrindo Clairefontaine aos poucos, ainda não conheço tudo, até me enganei no andar logo ao chegar."
Percurso: "2020 foi um ano complicado, mais do que complicado, mas o sonho esteve sempre presente. Foi quando comecei a minha relação com a minha mulher e disse-lhe 'ouve, estou convencido de que vou conseguir chegar ao topo'. Sempre acreditei que tinha qualidade para chegar à Ligue 1. Juntando isso à confiança que tenho em mim, muita dedicação e trabalho, tudo é possível. E também há momentos em que é preciso ter aquele clique, mesmo que tenha havido dúvidas, confio em mim."
Mudanças na sua vida: "Lido com isso com facilidade porque a minha personalidade é assim. Sou uma pessoa muito simples. Não mudo nada na minha forma de ser, em casa, na vida fora do futebol e no clube. É só aproveitar, é a vida com que sonhávamos em pequenos. Aproveito."
Objetivos: "Falando do coletivo, é ganhar os quatro jogos. Vai ser o lema do grupo nestas duas semanas. Para mim, ter tempo de jogo, dar o meu contributo, se marcar o primeiro golo, ótimo. Quando se trabalha bem, é-se recompensado."
Conversas com Zidane: "Tivemos uma primeira reunião em que nos apresentou a equipa técnica. Depois tivemos a sessão no relvado. Depois, uma segunda reunião de 10 minutos em que nos mostrou um vídeo sobre a história de França. (...) Falou um pouco sobre esse legado transmitido de geração em geração. Sabemos a importância que ele dá à seleção. Um vídeo para nos fazer perceber tudo o que isso vai representar para nós. Antes de nós, houve gerações douradas e agora cabe-nos a nós jogar."

Pressão antes da convocatória: "Só o meu jogo em Angers não correu bem. O jogo em Lyon, a minha entrada foi boa. O jogo em Marselha também não foi mau. Não senti qualquer pressão, não mudou absolutamente nada. Pode ser difícil para as pessoas verem o que faço em campo se não marcar. Mas sei reconhecer o que está bem e o que não está. Não houve qualquer dúvida em mim. Nenhum stress depois da pré-convocatória."
Seleção francesa: "Esse vídeo (mostrado pelo Zidane) era necessário, sobretudo com um grupo novo. Tentar incutir uma certa cultura. Ele quer transmitir-nos essa mentalidade de sermos defensores fervorosos deste emblema. Todos sabem o que isso representa, não há nenhum jogador que subestime esta camisola azul e todos a vão envergar com orgulho nestes quatro jogos. Quero ser protagonista nesta seleção e no que vier a seguir. O único desejo que vou ter é voltar a sentir isto vezes sem conta. A minha forma de estar não vai mudar. Isto só me vai dar ainda mais motivação."
Setor ofensivo: "No que toca ao ataque, não sou eu que vos vou ensinar que temos provavelmente o melhor que se faz atualmente. Gosto de participar no jogo, adoro marcar golos, por isso, o que pode haver de melhor do que estar rodeado de jogadores como Désiré, Ousmane, Kylian, Michael? Vai permitir-me tentar mais coisas. Com tanta qualidade, há condições para ser bem servido e também para aprender outras coisas. É assim que encaro a minha integração com estes jogadores, mas sem qualquer receio."
Como inspirar-se noutros avançados?: "Têm talentos extraordinários. Posso aprender tecnicamente, no jogo sem bola. Têm uma qualidade técnica muito acima da média. Vou ver o que posso acrescentar ao meu jogo com o que eles fazem nos treinos. Nos Bleus, Kylian e Giroud foram os melhores avançados da minha geração. Giroud também me inspira com a sua história. No que se faz atualmente, gosto muito do Ferran Torres, Harry Kane, que sabe fazer tudo. Também gosto do Lautaro no Inter. Há um pouco de tudo, honestamente."
Percurso pouco convencional: "No fim de contas, vejo que atualmente há cada vez menos percursos lineares. Há muito mais pessoas a chegar ao alto nível passando pelas divisões inferiores. Isso deve dar muita força a quem sonha chegar ao topo. Acho que haverá cada vez menos percursos lineares, só para chegar à Ligue 2 ou Ligue 1. Os caminhos estão cada vez menos definidos, pode-se subir com uma boa época. Isso prova que tudo é possível. Há percursos inspiradores na nossa equipa."
Equipa técnica: "São todos novos, pessoas que também precisam de encontrar os seus pontos de referência, como os fisioterapeutas. O treinador e o seu adjunto, David, fizeram grandes coisas juntos, é inspirador para o grupo, o treinador Barthez também, são boas referências para nós. Está tudo preparado para começar bem esta nova era. Todos são calorosos, acolhedores. É um novo capítulo para França. O melhor está para vir."
