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Fernando Gomes, antigo presidente da FPF, reage ao caso Cristiano Ronaldo

Fernando Gomes, presidente do Comité Olímpico de Portugal
Fernando Gomes, presidente do Comité Olímpico de Portugal JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O presidente do Comité Olímpico de Portugal, Fernando Gomes, manifestou esta terça-feira esperança de que a situação envolvendo Cristiano Ronaldo e a seleção portuguesa de futebol seja resolvida “a bem e a contento de todos”, escusando-se a comentar o caso.

“Acho que todos os portugueses têm essa esperança que a situação possa ser resolvida a bem e a contento de todos e fundamentalmente de Portugal”, afirmou Fernando Gomes, à margem da cerimónia de assinatura de contratos de financiamento, no Porto.

O antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que assumiu a liderança do Comité Olímpico de Portugal (COP) em março de 2025, recusou, contudo, comentar o caso, justificando a posição com a função que atualmente desempenha.

“Não me quero imiscuir, não devo”, afirmou Fernando Gomes, lembrando que não é sua norma interferir em assuntos relacionados com as próprias federações: “Não gosto de comentar casos que não conheço, mais a mais nesta circunstância, em que sou presidente do Comité Olímpico de Portugal e não tenho por norma imiscuir-me em assuntos que dizem respeito às próprias federações”.

Fernando Gomes recordou ainda que, quando intervém em questões relacionadas com federações, procura fazê-lo “fora dos holofotes”, através de uma relação de proximidade com os respetivos presidentes, dando como exemplo uma situação em que procurou contribuir para a resolução de um problema.

“Neste caso concreto, e obviamente por razões que devem compreender, como presidente do Comité Olímpico, não me quero imiscuir, não devo”, reforçou.

Na quarta-feira, o capitão Cristiano Ronaldo abandonou, por decisão própria, o estágio de Portugal em Copenhaga, pouco depois de ter voltado a ser tema dominante na conferência de imprensa do selecionador Jorge Jesus.

Em Oslo, no domingo anterior, Ronaldo não saiu do banco frente à Noruega, apesar de ter estado a aquecer grande parte da segunda parte, e abandonou o relvado insatisfeito logo após o apito final, tendo falhado todos os treinos que se seguiram.

Nas suas redes sociais, Ronaldo confirmou ter falado com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, antes de abandonar o estágio, deixando a garantia de que “a seu tempo” dirá “a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram” a decisão de abandonar a comitiva.

A FPF confirmou, sem adiantar qualquer explicação, a saída do jogador que tem um recorde mundial de 234 internacionalizações, além de 146 golos pela seleção principal de Portugal, com a qual conquistou o Euro-2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025.

Tudo sobre o caso Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo abandonou a 30 de setembro o estágio da seleção, na véspera do jogo com a Dinamarca. "A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses", prometeu o avançado de 41 anos, depois da bomba que caiu sobre o futebol português.

Recorde todas as polémicas de CR7 com Portugal, saiba o castigo que arrisca o capitão e veja toda a cronologia da crise.

O adeus de Ronaldo à seleção
O adeus de Ronaldo à seleçãoGetty Images via AFP
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